Mídia revela como China poderia 'testar' compromisso dos EUA com Taiwan sem iniciar 'guerra total'

© REUTERS / StringerSoldados do Exército de Libertação do Povo da China nas ilhas Nansha (Spratly), no mar do Sul da China (imagem de arquivo)
Soldados do Exército de Libertação do Povo da China nas ilhas Nansha (Spratly), no mar do Sul da China (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 08.11.2021
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Pequim tem várias maneiras potenciais de "testar" o compromisso dos EUA com Taiwan sem correr o risco de desencadear uma guerra total entre as superpotências, acredita Ted Galen Carpenter, membro sênior do Cato Institute, think tank americano com sede em Washington.
Em um artigo de opinião no jornal The National Interest, o especialista americano sugere que, em vez de realizar uma invasão em grande escala da ilha autogovernada, a China poderia efetuar "uma ação mais limitada" – tomando Kinmen e Matsu, dois pequenos grupos insulares governados por Taipé e que, tal como o resto de Taiwan, são reivindicados por Pequim.
Carpenter observa que China poderia também iniciar uma "ação limitada" contra "outras ilhas mais distantes pertencentes a Taipé", afirmando que operações desse tipo serviriam de uma "maneira ousada, mas relativamente de baixo risco para Pequim testar a extensão e fiabilidade da determinação de Washington em defender Taiwan".
A pequena ilha de Pratas (Dongsha) no mar do Sul da China, administrada por Taipé mas reivindicada por Pequim, é uma possibilidade, de acordo com Carpenter. A ilha desabitada de 2,8 km de comprimento está situada a menos de 250 km da costa da China continental, mas a mais de 430 km de Taiwan.

Objetivo dos EUA é coexistir com a China

Ontem (7) o assessor de Segurança Nacional dos EUA Jake Sullivan disse à CNN que Washington não está mais tentando transformar a China, está sim procurando maneiras de coexistir com ela.
"O objetivo da administração Biden é moldar o ambiente internacional de modo a que seja mais favorável aos interesses e valores dos Estados Unidos e seus aliados e parceiros, a outras democracias. Não é para provocar qualquer transformação fundamental da própria China", observou Sullivan.
Em sua opinião, um dos erros das abordagens anteriores da política em relação à China foi o pensamento de que o sistema chinês passaria por uma transformação fundamental em resultado da política dos EUA.
"O objetivo da política dos EUA em relação à China é criar uma conjuntura em que as duas grandes potências terão de operar em um sistema internacional no futuro próximo", detalhou Sullivan.
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