Flúor é detectado pela 1ª vez em galáxia distante com formação estelar

© Foto / ESO/M. KornmesserRepresentação artística da galáxia NGP-190387
Representação artística da galáxia NGP-190387 - Sputnik Brasil, 1920, 08.11.2021
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A nova descoberta dá pistas sobre como é que o flúor, um elemento que se encontra nos ossos e dentes, é formado no Universo.
Uma equipe de astrônomos detectou o flúor em uma galáxia que está tão distante que a sua luz leva mais de 12 bilhões de anos para chegar à Terra.
"Todos nós conhecemos o flúor porque ele está na pasta de dentes que usamos todos os dias", explica o líder do novo estudo publicado na revista Nature Astronomy, Maximilian Franco, da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido.
O flúor é um dos elementos formados no interior das estrelas, contudo não se sabia exatamente como é que este elemento se formava.
A equipe de cientistas descobriu o flúor (sob a forma de fluoreto de hidrogênio) nas grandes nuvens de gás da galáxia distante NGP-190387.
Como as estrelas expelem os elementos formados em seus núcleos quando chegam ao fim das suas vidas, a detecção implica que as estrelas que formaram o flúor devem ter vivido e morrido rapidamente.
Acredita-se que as estrelas do tipo Wolf-Rayet, grandes estrelas que vivem por apenas alguns milhões de anos, sejam os locais mais prováveis de produção de flúor.
"Descobrimos que as estrelas Wolf-Rayet, que estão entre as mais massivas já conhecidas e podem explodir de forma violenta quando chegam ao final das suas vidas, de certo modo nos ajudam a manter uma boa higiene oral!", brinca Franco.
De acordo com a professora da Universidade de Hertfordshire Chiaki Kobayashi, "esta galáxia precisou de apenas algumas dezenas ou centenas de milhões de anos para ter níveis de flúor comparáveis com os encontrados em estrelas na Via Láctea, que possui 13,5 bilhões de anos".
© Foto / ESO/L. CalçadaRepresentação artística mostra o núcleo brilhante de uma estrela Wolf–Rayet
Representação artística mostra o núcleo brilhante de uma estrela Wolf–Rayet - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Representação artística mostra o núcleo brilhante de uma estrela Wolf–Rayet
Esta é uma das primeiras detecções de flúor fora da Via Láctea e galáxias vizinhas, tendo sido detectado anteriormente em quasares distantes que se alimentam de buracos negros supermassivos.
No entanto, esta é a primeira vez que o flúor é observado em uma galáxia com formação estelar, a NGP-190387, tendo outra galáxia amplificado a luz observada pela equipe de Franco, permitindo identificar a radiação ténue emitida há bilhões de anos pelo flúor da NGP-190387.
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