Teerã já tem 25 kg de urânio enriquecido a 60%, diz Organização de Energia Atômica do Irã

© REUTERS / Lisi NiesnerBandeira do Irã em frente à sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em Viena, Áustria, 1º de março de 2021
Bandeira do Irã em frente à sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em Viena, Áustria, 1º de março de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 06.11.2021
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Além do urânio enriquecido a 60%, o Irã tem mais de 200 kg de urânio enriquecido a 20%, afirmou porta-voz da Organização de Energia Atômica do país.
O Irã segue aumentando suas reservas de urânio, disse na sexta-feira (6) Behrouz Kamalvandi, porta-voz da Organização de Energia Atômica iraniana.
"Até agora produzimos 25 kg de urânio a 60%, os quais, à exceção dos países com armas nucleares, nenhum outro país é capaz de produzir", afirmou ele durante um evento, citado pela agência iraniana Fars. Kamalvandi mencionou ainda que Teerã possui 210 kg de urânio enriquecido a 20%.
"Esta indústria está crescendo e avançando", defendeu o representante do Irã, qualificando de "notável e milagroso" o progresso alcançado por seu país.
Esses níveis de pureza são insuficientes para a produção de bombas nucleares, sendo necessário um nível de 90% para as construir, mas em julho Hassan Rouhani, na época presidente do Irã, declarou, citado pela agência iraniana Mehr, que o país pode alcançar este nível se precisar.
Em junho, a agência britânica Reuters informou, citando a mídia iraniana, que o país persa possuía 6,5 kg de urânio enriquecido a 60%.
© REUTERS / Presidência do Irã / HandoutEbrahim Raisi, presidente do Irã, visita usina nuclear de Bushehr, Irã, 8 de outubro de 2021
Ebrahim Raisi, presidente do Irã, visita usina nuclear de Bushehr, Irã, 8 de outubro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Ebrahim Raisi, presidente do Irã, visita usina nuclear de Bushehr, Irã, 8 de outubro de 2021
O acordo internacional que regula as atividades nucleares do Irã (JCPOA), em troca do alívio das sanções, foi assinado em julho de 2015 sob a administração de Barack Obama pela Alemanha, China, EUA, França, Irã, Reino Unido, Rússia e a União Europeia, com o objetivo de limitar as ambições nucleares do país persa.
No entanto, em 2018, com a administração de Donald Trump, Washington abandonou o acordo e reintroduziu sanções contra Teerã, levando o governo iraniano a aumentar gradualmente o enriquecimento de urânio, considerado um passo para obter armas nucleares.
A administração de Joe Biden, que começou em janeiro de 2021, sinalizou maior abertura para negociação com o Irã, mas se recusou a suspender a maior parte das sanções, inclusive impondo algumas novas restrições ao país.
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