Estudo calcula quando ocorrerá próxima supererupção de vulcão na Indonésia

© Foto / Pixabay / 12019Erupção de vulcão (imagem referencial)
Erupção de vulcão (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 06.11.2021
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Cientistas usaram amostras de magma do vulcão indonésio Toba, com as quais souberam que sua próxima supererupção deverá ter impacto exponencialmente maior que o da ilha espanhola La Palma.
A próxima supererupção do vulcão Toba, na Indonésia, ocorrerá daqui a 600.000 anos, concluíram cientistas da Suíça e da China.
Os pesquisadores da Universidade de Genebra, Suíça, e Universidade de Pequim, China, desenvolveram uma metodologia que permite estimar o volume de magma, ou zircão, na ilha de Sumatra, Indonésia, onde atualmente dorme o vulcão Toba.
© Depositphotos / Franshendrik_TambunanPanorama do lago no cratera no vulcão Toba em Sumatra, Indonésia
Panorama do lago no cratera no vulcão Toba em Sumatra, Indonésia - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Panorama do lago no cratera no vulcão Toba em Sumatra, Indonésia
Durante o estudo, que será publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, a equipe de cientistas descobriu que os zircões contêm urânio, que com o passar do tempo se converte em chumbo.
Eles determinaram através de um espectrógrafo de massas a quantidade de ambos os elementos presentes nas amostras recuperadas do vulcão, permitindo assim descobrir que a primeira supererupção de Toba ocorreu há cerca de 840.000 anos, após acumular magma por 1,4 milhão de anos. Segundo a pesquisa, também houve uma segunda supererupção há 75.000 anos, cujo período de acumulo durou 600.000 anos.
Em ambos os casos foram jogados cerca de 2.800 km3 de magma, ou 70.000 vezes mais que o liberado pelo vulcão da ilha de La Palma, Espanha.
É calculado que agora existam 320 km3 de magma, e que o de armazenamento dos depósitos vulcânicos aumente em 4 km3 de magma cada 1.000 anos. Isso significa que "a próxima supererupção do tamanho das últimas duas então deve ter lugar em cerca de 600.000 anos", previu em comunicado Luca Caricchi, coautora do estudo, referindo ainda que até lá não deve acontecer nenhum outro evento extremo, como terremotos ou rápida subida do solo.
Apesar de tudo, adverte, uma erupção do gênero das que já ocorreram no passado, mudaria drasticamente o clima mundial e criaria várias disrupções à humanidade, por exemplo, no abastecimento de alimentos.
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