Google estaria trabalhando para apoiar o Pentágono 'no campo de batalha', diz mídia

© AP Photo / Mark LennihanHomem usando um telefone celular passando pelos escritórios do Google em Nova York, 17 de dezembro de 2018
Homem usando um telefone celular passando pelos escritórios do Google em Nova York, 17 de dezembro de 2018 - Sputnik Brasil, 1920, 04.11.2021
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A empresa-mãe do Google, Alphabet, estaria tentando convencer o Pentágono para a obtenção de um contrato de computação em nuvem conhecido como Capacidade Conjunta de Guerra na Nuvem (JWCC na sigla em inglês) – o sucessor do projeto "nuvem de guerra".
O gigante tecnológico tem "buscado agressivamente" obter o contrato, informou o jornal The New York Times na quarta-feira (3), citando "quatro pessoas familiarizadas com o assunto".
Segundo a mídia, "a iniciativa dos militares, que visa modernizar a tecnologia em nuvem [on-line] do Pentágono e apoiar o uso da inteligência artificial para obter vantagem no campo de batalha", seria um substituto para um contrato com a Microsoft que havia sido descartado há poucos meses.
Por sua vez, o Google tem, discretamente, se esforçado para garantir esse contrato, desviando uma parte considerável de seus recursos e selecionando engenheiros de outros projetos para preparar uma proposta viável para o Pentágono, reporta a matéria.
O diretor executivo de Google Cloud, Thomas Kurian, se reuniu na terça-feira (2) com o chefe do Estado-Maior da Força Aérea dos EUA, general Charles Q. Brown, para apresentar as tecnologias de computação na nuvem da empresa. Apesar de não ter ficado claro se a reunião resultou em algum acordo entre as partes mencionadas, o The New York Times relatou que o Google esperava "justificar" os serviços do gigante tecnológico.
A JWCC, que é parte da iniciativa de modernização multibilionária do Pentágono, é a sucessora do contrato de nuvem Infraestrutura de Defesa de Empreendimento Conjunto (JEDI na sigla em inglês) de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 55,5 bilhões), que nunca se materializou devido a longas disputas legais.
Embora o Pentágono tenha inicialmente sugerido que apenas as companhias Amazon e Microsoft eram adequadas para o contrato, as autoridades não descartaram que outros concorrentes – como o Google – pudessem entrar na equação se conseguissem provar que atendiam às exigências específicas.
O Pentágono disse ter concluído sua pesquisa de mercado no mês passado, pelo que os beneficiários dos contratos devem ser anunciados até abril de 2022.
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