Manhã com Sputnik Brasil: destaques desta terça-feira, 2 de novembro

© REUTERS / LEE SMITHAtivistas fantasiados dos líderes mundiais como banda de gaitas de foles escocesa protestam durante a COP26 em Glasgow, Escócia, 1º de novembro de 2021
Ativistas fantasiados dos líderes mundiais como banda de gaitas de foles escocesa protestam durante a COP26 em Glasgow, Escócia, 1º de novembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 02.11.2021
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Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta terça-feira (2), marcada pelo compromisso dos líderes mundiais, na COP26, de acabar com desmatamento até 2030, pela explicação australiana sobre os motivos do cancelamento do contrato com França e pelas acusações descartadas contra um aliado de Maduro.

Governo proíbe demissão de empregados que não se vacinaram contra COVID-19

O Ministério do Trabalho publicou na segunda-feira (1º) uma portaria para proibir a demissão de pessoas que não tomaram a vacina anti-COVID-19. A portaria, assinada pelo ministro Onyx Lorenzoni, determina que as empresas não podem exigir comprovantes de vacinação contra a doença na hora da contratação de empregados e também não poderão dispensar funcionários que não comprovem ter se imunizado contra o novo coronavírus. A medida contraria decisões recentes da Justiça do Trabalho e orientações do Ministério Público do Trabalho. Além disso, na semana passada a prefeitura de São Paulo demitiu servidores não vacinados. O documento classifica a obrigatoriedade de certificado nesses casos como "prática discriminatória". Entretanto, o Brasil confirmou mais 94 mortes e 3.875 casos de COVID-19, totalizando 607.954 óbitos e 21.812.429 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.
© Folhapress / Saulo Dias/Photo PressCarteira de trabalho com comprovação de vacinação, 1º de novembro de 2021
Carteira de trabalho com comprovação de vacinação, 1º de novembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Carteira de trabalho com comprovação de vacinação, 1º de novembro de 2021

Receita Federal confirma compra ilegal de gasolina e gás na Argentina por brasileiros

Segundo vídeo divulgado ontem (1º) pela Receita Federal, os brasileiros compram botijões de gás e gasolina ilegalmente na Argentina. Os preços desses produtos são mais atrativos no país vizinho. Conforme o órgão de fiscalização, a carga de gás argentina custa por volta de R$ 25, em comparação com R$ 100 por botijão no território brasileiro, enquanto um litro de gasolina na Argentina custa R$ 3 e no Brasil mais de R$ 7. Além de entrarem no país sem permissão, os itens altamente inflamáveis são transportados em recipientes inadequados, colocando cidadãos em perigo. Alguns ainda transportam grandes quantidades para revenda. A Receita vai intensificar sua atuação na fronteira com a Argentina para proteger o setor de combustíveis nacional. De acordo com os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço da gasolina subiu pela 4ª semana consecutiva.
© Folhapress / Lucas Lacaz RuizVista de um posto de combustíveis na cidade de Campinas, 31 de outubro de 2021
Vista de um posto de combustíveis na cidade de Campinas, 31 de outubro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Vista de um posto de combustíveis na cidade de Campinas, 31 de outubro de 2021

Premiê da Austrália explica motivos do cancelamento do contrato de submarinos com França

O motivo principal para o cancelamento do contrato para construção de submarinos a diesel com a França foram os atrasos duradouros no cumprimento de compromissos nos termos do acordo, declarou na segunda-feira (1º) o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison. "O contrato que fechamos com a Naval Group teve problemas muito sérios, a maioria dos quais estavam ligados ao cumprimento de compromissos [...] a atrasos na realização do projeto e, certamente, com gastos", disse. Ele adicionou que a iniciativa de cancelamento do acordo com a empresa francesa Naval Group e de construção de submarinos de propulsão nuclear com tecnologias americanas no âmbito da aliança AUKUS foi da Austrália e não dos parceiros. O premiê também notou que, devido aos atrasos frequentes, no momento de lançamento os submarinos franceses já seriam obsoletos. Em teoria, o primeiro submarino seria lançado no ano de 2038: "Ou seja, ficaria obsoleto nesse mesmo momento", segundo suas palavras citadas pelo Sky News. Nesta semana, o presidente da França Emmanuel Macron acusou o premiê australiano de ter mentido sobre o contrato. Os laços entre os dois países se deterioraram após o Reino Unido, EUA e Austrália terem anunciado, em 15 de setembro, a nova parceria AUKUS com transferência de tecnologias americanas a Camberra para construção de submarinos.
© AP Photo / Ian ForsythPrimeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, durante seu discurso na COP26 em Glasgow, Escócia, 1º de novembro de 2021
Primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, durante seu discurso na COP26 em Glasgow, Escócia, 1º de novembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, durante seu discurso na COP26 em Glasgow, Escócia, 1º de novembro de 2021

COP26: líderes mundiais prometem acabar com desmatamento até 2030

Os líderes mundiais reunidos agora na Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança Climática de 2021 (COP26) em Glasgow vão hoje (2) emitir um compromisso multibilionário para acabar com o desmatamento até 2030. De acordo com o governo britânico, que hospeda a cúpula, o compromisso é apoiado com quase US$ 20 bilhões (R$ 113,6 bilhões) em financiamento público e privado e é endossado por mais de 100 líderes que representam mais de 85% das florestas mundiais, incluindo a floresta amazônica, a floresta boreal setentrional do Canadá e a floresta tropical da bacia do Congo. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse que o acordo sobre o desmatamento é fundamental para a ambição global de limitar o aumento da temperatura para 1,5 grau Celsius. "Florestas apoiam comunidades, meios de subsistência e suprimento de alimentos, e absorvem o carbono que emitimos para a atmosfera. Elas são essenciais para a nossa própria sobrevivência", disse Johnson, que preside à cúpula. Os signatários incluem o Brasil e a Rússia, que foram destacados para acelerar o desmatamento em seus territórios, bem como os Estados Unidos, China, Austrália e França.
© REUTERS / Jeff J MitchellPrimeiro-ministro britânico, Boris Johnson, durante cerimônia de abertura da conferência do clima COP26 em Glasgow, 1º de novembro de 2021
Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, durante cerimônia de abertura da conferência do clima COP26 em Glasgow, 1º de novembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, durante cerimônia de abertura da conferência do clima COP26 em Glasgow, 1º de novembro de 2021

Nova marca triste: número de mortes pela COVID-19 ultrapassa 5 milhões no mundo

Cinco milhões de pessoas morreram em todo o mundo pelo novo coronavírus desde que a doença surgiu pela primeira vez na China há quase dois anos. A marca de segunda-feira (1º), registrada pela Universidade Johns Hopkins, quase quatro meses após quatro milhões de mortes terem sido registradas, foi alcançada apesar do fato de as taxas de mortalidade terem diminuído graças à imunização global, com bilhões de pessoas já vacinados. O maior número de óbitos foi registrado nos EUA, Brasil, Índia e México. Os dados da universidade mostram as estatísticas oficiais das autoridades dos Estados, porém, o número real de falecidos pela COVID-19 pode ser ainda maior, notam os especialistas em saúde, conforme escreveu The Wall Street Journal. A mídia também aponta que durante a primeira metade de 2021 morreu um maior número de pessoas infectadas com o SARS-CoV-2 do que em todo o ano de 2020. Além disso, o número total de casos e óbitos pela COVID-19 está crescendo, pela primeira vez em dois meses, devido ao atual aumento da epidemia na Europa, disse durante a coletiva de imprensa o chefe da OMS, Adhanom Ghebreyesus. A América Latina e o Caribe é a região mais mortífera do mundo (1.521.193 mortes desde o início da pandemia).
© REUTERS / JANIS LAIZANSFuncionário de saúde segura na mão de uma paciente infectada com o coronavírus em uma unidade de terapia intensiva de um hospital em Riga, Letônia, 29 de outubro de 2021
Funcionário de saúde segura na mão de uma paciente infectada com o coronavírus em uma unidade de terapia intensiva de um hospital em Riga, Letônia, 29 de outubro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Funcionário de saúde segura na mão de uma paciente infectada com o coronavírus em uma unidade de terapia intensiva de um hospital em Riga, Letônia, 29 de outubro de 2021

Juiz americano descarta maioria das acusações de lavagem de dinheiro contra aliado de Maduro

Um juiz americano na Flórida descartou nesta segunda-feira (1º) as acusações de lavagem de dinheiro contra Alex Saab, um aliado do presidente venezuelano Nicolás Maduro, mas ele permanece acusado de um crime de conspiração para lavar dinheiro, segundo uma ação judicial. A ordem foi emitida pelo juiz distrital Robert Scola. A acusação de conspiração que permanece prevê uma sentença máxima de 20 anos de prisão. Os procuradores dizem que Saab, um empresário colombiano e principal negociador do governo socialista de Maduro, desviou cerca de US$ 350 milhões (R$ 1,98 bilhão) da Venezuela através dos Estados Unidos como parte de um esquema de suborno ligado à taxa de câmbio controlada pelo Estado venezuelano. Os aliados de Maduro caracterizam a perseguição de Washington à Saab como parte de uma "guerra econômica" contra a Venezuela que está sendo travada pelos EUA. O caso deteriorou ainda mais os laços já tensos entre Washington e Caracas. Saab foi extraditado no mês passado de Cabo Verde para os Estados Unidos, onde foi detido por um mandado americano de 2020.
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