Noruega junta-se à corrida espacial europeia com base de lançamento de satélites no Ártico

© REUTERS / KyodoFoguete H-IIA com satélite Michibiki 2 a bordo (imagem referencial)
Foguete H-IIA com satélite Michibiki 2 a bordo (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 11.10.2021
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De acordo com o pesquisador espacial Knut Robert Fossum, grandes satélites tracionais enfrentarão uma concorrência cada vez mais forte de modelos mais simples, já que a tecnologia tem tendência para a miniaturização.
A demanda, por sua vez, gera a necessidade de mais locais de lançamento e é aqui que a Noruega pretende ganhar posições.
Enquanto a corrida para ver qual é a primeira nação europeia a lançar satélites a partir de seu território se intensifica, a Noruega está dando passos nesse sentido com o Centro Espacial Andoya, localizado na região de Nordland, no norte do país.
"Estamos agora dando luz verde para a criação da base de lançamento em Andoya. O espaçoporto de Andoya receberá [um investimento de] 365 milhões de coroas norueguesas [R$ 235 milhões]", disse a primeira-ministra do país nórdico, Erna Solberg, citada pela emissora norueguesa NRK.
Segundo Christian Hauglie-Hanssen, diretor executivo do Centro Espacial Norueguês, há muitos países envolvidos na corrida ao desenvolvimento de foguetes, mas poucos lugares de onde eles possam ser lançados.
"Com Andoya, estamos em posição de nos tornarmos o primeiro país europeu a realizar lançamentos de seu próprio território. Outra perspectiva importante é que os países menores se tornam cada vez mais nações espaciais", comentou diretor executivo.
O Centro Espacial de Andoya é uma plataforma de lançamentos que tem sido usada desde a década de 1960 para lançar balões meteorológicos e sondas espaciais. Agora está sendo preparado como um local para colocação em órbita de pequenos satélites.
"Estima-se que os satélites de grande dimensão, tradicionalmente caros, enfrentarão concorrência de satélites menores e mais baratos. Isto porque a tecnologia está ficando menor. Há muito a ganhar com a simplificação deste processo com satélites menores, especialmente para aqueles que estão entrando em órbitas polares. Se as previsões se tornarem realidade, haverá necessidade de novas bases para lançar pequenos satélites", explicou Knut Robert Fossum, chefe de desenvolvimento no Centro de Pesquisa Interdisciplinar no Espaço (CIRiS).
Estima-se que o primeiro lançamento de satélites de Andoya seja realizado no terceiro trimestre de 2022, no mesmo ano em que a Escócia e a Suécia pretendem enviar os seus satélites para órbita.
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