Biden alerta que não aumentar teto da dívida dos EUA ameaça status de reserva do dólar

© REUTERS / Jonathan ErnstJoe Biden, presidente dos EUA, dá comentários sobre o Afeganistão na Sala Leste da Casa Branca em Washington, EUA, 26 de agosto de 2021
Joe Biden, presidente dos EUA, dá comentários sobre o Afeganistão na Sala Leste da Casa Branca em Washington, EUA, 26 de agosto de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 04.10.2021
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O presidente dos EUA, o democrata Joe Biden, afirmou nesta segunda-feira (4) que não pode garantir que os EUA não vão aumentar o teto da dívida e culpou os republicanos pela falta de unidade no tema.
O presidente norte-americano, Joe Biden, disse nesta segunda-feira (4) que se o limite da dívida não for aumentado, isso resultará em muitas consequências prejudiciais para o sistema financeiro dos EUA, incluindo o enfraquecimento do dólar quanto moeda de reserva mundial e os títulos do Tesouro.
"Vai minar a segurança dos títulos do Tesouro dos EUA e ameaçar o status de reserva do dólar como a moeda mundial da qual o mundo depende. A classificação de crédito norte-americana será rebaixada, as taxas de juros aumentarão para hipotecas, empréstimos para automóveis, cartões de crédito, empréstimos", afirmou o democrata durante discurso na Casa Branca.
Biden também disse que o fato de os republicanos no Congresso se recusarem a aumentar o limite da dívida é "imprudente e perigoso". A dívida atual do governo norte-americano é de US$ 28,4 trilhões (aproximadamente R$ 154 trilhões) e o país enfrenta o risco de um calote histórico em apenas duas semanas.
Os republicanos do Senado bloquearam duas vezes nas últimas semanas ações para aumentar o teto da dívida. No final de setembro, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou e enviou ao Senado um projeto de lei para suspender o limite de empréstimos do Tesouro até o final de 2022. O líder da maioria no Senado, o democrata Chuck Schumer, deve realizar uma votação sobre essa medida esta semana.
A secretária do Tesouro, Janet Yellen, advertiu na semana passada os legisladores que o governo dos EUA estava perto de esgotar sua capacidade de endividamento federal, agora marcado para 18 de outubro.
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