Governo do Equador mobiliza 3.600 militares e polícias para 'garantir a segurança' nas prisões

© REUTERS / VICENTE GAIBOR DEL PINOMilitares no exterior da Penitenciaria del Litoral, uma das maiores prisões do Equador, após os confrontos mortíferos, Guayaquil, 29 de setembro de 2021
Militares no exterior da Penitenciaria del Litoral, uma das maiores prisões do Equador, após os confrontos mortíferos, Guayaquil, 29 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 02.10.2021
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O governo de Guillermo Lasso, presidente do Equador, anunciou uma série de medidas para evitar mais confrontos como os de quinta-feira (30), que deixaram, pelo menos, 118 pessoas mortas.
Foram mobilizados cerca de 3.600 militares e policiais para todo o sistema prisional do país, de modo a "garantir a segurança" nas instalações, de acordo com a ministra do Interior, Alexandra Vela.
"O governo está mobilizando permanentemente 3.600 membros da Polícia Nacional e das Forças Armadas em todas as prisões do Equador diariamente", disse Vela em uma coletiva de imprensa, na capital Quito, citada pelo portal Infobae.
Esta nova medida visa descongestionar o sistema penitenciário equatoriano, cuja capacidade é para 30 mil detentos mas que há vários anos enfrenta uma crise devido a uma superlotação de 30%, falta de guardas, orçamento reduzido, corrupção e guerra entre gangues com conexões ao tráfico de drogas mexicano e colombiano.
Na prisão onde ocorreu o confronto mortal estão presas 8.500 pessoas, tendo uma superlotação que chega a 60%, de acordo com os números oficiais. Em prisões como essa, é comum existirem motins com armas de fogo entre gangues rivais com ligações ao tráfico internacional de drogas e que lutam pelo poder entre si mesmas.
© AP Photo / Angel DeJesusParente de preso aguarda notícias fora da Penitenciária del Litoral em Guayaquil, Equador, 29 de setembro de 2021
Parente de preso aguarda notícias fora da Penitenciária del Litoral em Guayaquil, Equador, 29 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Parente de preso aguarda notícias fora da Penitenciária del Litoral em Guayaquil, Equador, 29 de setembro de 2021
No ano passado, a prisão foi epicentro de lutas sangrentas entre gangues ligadas ao tráfico de drogas, pelo que o Serviço Nacional de Atenção Integral a Pessoas Adultas (SNAI, na sigla em espanhol) vai "se concentrar no controle total" da prisão, e "incluir entre as medidas de segurança o escaneamento de cargas para evitar o contrabando de armas", citado na matéria.
O complexo penitenciário também deverá ser reabilitado e os prisioneiros serão colocados em diferentes alas para evitar atos violentos.
A ministra do Interior também anunciou, em uma ação coordenada com o Município de Guayaquil, que os locais de sepultamento serão entregues às famílias dos detentos que foram mortos, e que lhes será oferecido "acompanhamento" através dos Ministérios da Saúde e da Inclusão Social.
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