Economia mundial corre risco de ser afetada por escassez de silício, reporta Bloomberg

© AP Photo / Kin CheungMulher passa em frente de imagens de dólares e da moeda chinesa
Mulher passa em frente de imagens de dólares e da moeda chinesa  - Sputnik Brasil, 1920, 02.10.2021
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A atual escassez de silício metálico, feito do elemento químico do mesmo nome e que está presente em 28% da crosta terrestre, poderia representar um entrave para a economia global.
De acordo com a agência Bloomberg, este problema, gerado por um corte no maior produtor mundial, a China, fez com que os preços do metal subissem cerca de 300% em menos de dois meses
A forte redução na produção de silício metálico de alta pureza pelo gigante asiático é resultado dos esforços de Pequim para reduzir o consumo de eletricidade em meio a uma crise energética global.
O silício é um dos elementos mais utilizados nos mais diversos produtos, desde chips de computador e concreto, até vidro e peças de automóveis. Também pode ser purificado, resultando em um material ultracondutor que ajuda a converter a luz solar em eletricidade nos painéis solares. É também a matéria-prima do silicone, um composto resistente à água e ao calor, amplamente utilizado em implantes médicos, cargas, desodorizantes, entre outras coisas.
"Apesar de sua abundância natural em estado bruto, como a areia e a argila, tem havido avisos nos últimos anos de que a crescente demanda industrial arrisca criar uma improvável escassez de matérias-primas [...] Agora a improvável fragilidade da cadeia de fornecimento de silício está sendo exposta a um grau alarmante", aponta a mídia norte-americana.
De acordo com Yang Xiaoting, analista sênior do Mercado de Metais de Xangai, é esperado que os preços do silício permaneçam elevados entre junho e agosto do próximo ano, até que a produção aumente no segundo semestre do ano.
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