Revelada consequência grave da COVID-19 mais frequente do que se acreditava

© REUTERS / Diego VaraMédicos atendem pacientes com COVID-19 em sala de emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, 11 de março de 2021
Médicos atendem pacientes com COVID-19 em sala de emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, 11 de março de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 24.09.2021
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Novo estudo revelou que os pacientes com COVID-19 que foram internados em unidades de terapia intensiva (UTI) têm mais possibilidade de desenvolver deficiências cognitivas contínuas.
O estudo de quase 150 pacientes internados no início da pandemia revelou que 73% sofreram de delirium, a síndrome orgânica cerebral aguda que é caracterizada por um rápido deterioro na atenção, consciência e cognição, de acordo com pesquisa publicada na BMJ Open.
Os cientistas estudaram os internados em UTI na Escola Médica da Universidade de Michigan (EUA) de março a maio de 2020. Os que tiveram delirium experimentaram mais comorbidades, como hipertensão e diabetes, e tiveram um curso da doença mais grave.
Na maioria dos casos, o delirium durou de 4 a 17 dias. Quase uma terceira parte dos pacientes com esta síndrome receberam alta sem terem tido uma recuperação completa e quase 40% necessitaram ajuda professional. Alguns pacientes tiveram sintomas de delirium durante meses.
Além disso, os pesquisadores indicam que a COVID-19 pode provocar a redução de fornecimento de oxigênio ao cérebro, desenvolvimento de coágulos sanguíneos e acidente vascular cerebral, que são os fatores que prejudicam as capacidades cognitivas.
Os pacientes com delirium tiveram marcadores de inflamação muito elevados e a confusão mental e agitação poderiam ser o resultado de inflamação no cérebro.
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