Taiwan se candidata para aderir a pacto de comércio transpacífico após pedido de adesão da China

© REUTERS / Ann WangMulheres conversam perto de uma parede com símbolos de criptomoeda em Taipé, Taiwan. Foto do arquivo
Mulheres conversam perto de uma parede com símbolos de criptomoeda em Taipé, Taiwan. Foto do arquivo - Sputnik Brasil, 1920, 23.09.2021
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Taiwan se candidatou oficialmente para aderir ao acordo de comércio do Pacífico, dias após a China ter mandado sua candidatura para se tornar membro em uma tentativa de aumentar sua influência econômica na região.
Chen Chern-chyi, o vice-ministro da Economia da ilha, disse na quarta-feira (22) que Taipé havia apresentado o pedido para adesão ao Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP, na sigla em inglês), informa o South China Morning Post.
Porém, ele afirmou que a súbita decisão de Pequim em aderir não afetou o plano de Taiwan de se juntar ao pacto comercial, uma vez que vinha discretamente tomando parte em negociações com países amigos, fazendo lobby para sua inclusão no CPTPP e em outros órgãos de natureza semelhante, indica a mídia.
Taiwan, que tem acordos de livre comércio com a Nova Zelândia e Cingapura – membros do CPTPP – foi excluído de várias organizações internacionais devido à objeção de Pequim.
O gigante asiático, por seu lado, criticou a tentativa de Taiwan em aderir ao pacto comercial transpacífico, reafirmando sua oposição à adesão da ilha a quaisquer acordos e organizações internacionais oficiais.
"Nós nos opomos resolutamente ao intercâmbio oficial de qualquer país com Taiwan, e nos opomos resolutamente à adesão da região de Taiwan a quaisquer acordos e organizações oficiais", disse Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, nesta quinta-feira (23), citado pelo South China Morning Post.
Taipé, no entanto, expõe suas preocupações ante a possibilidade de Pequim bloquear sua adesão, caso sua candidatura seja aceita primeiro.
Originalmente conhecido como Parceria Transpacífica, o acordo composto por 12 países foi impulsionado pelos EUA como um jeito de conter a crescente influência econômica da China, mas acabou sendo suspenso no início de 2017, depois que o ex-presidente norte-americano Donald Trump se retirou do pacto, dizendo que os EUA não deveriam se engajar em nenhum acordo comercial multilateral que pudesse minar os empregos dos cidadãos estadunidenses.
Atualmente, o pacto tem como membros a Austrália, Brunei, o Canadá, o Chile, o Japão, a Malásia, o México, a Nova Zelândia, o Peru, Cingapura e o Vietnã. O Reino Unido também tenciona se juntar, enquanto que os EUA ainda não deram indicações claras se voltariam a entrar no grupo.
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