Macron envia embaixador de volta aos EUA após telefonema com Biden, anuncia França

© REUTERS / Stefano RellandiniEmmanuel Macron, presidente da França, dá discurso durante cerimônia de premiação coletiva no Palácio de Élysée, Paris, França, 20 de setembro de 2021
Emmanuel Macron, presidente da França, dá discurso durante cerimônia de premiação coletiva no Palácio de Élysée, Paris, França, 20 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 22.09.2021
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Na quarta-feira (22) foi realizado um telefonema entre Joe Biden e Emmanuel Macron, presidentes dos EUA e França, respetivamente, que arrefeceu a crise diplomática entre os dois países.
Emmanuel Macron, presidente da França, enviará seu embaixador de volta aos EUA na próxima semana, depois que Joe Biden, presidente norte-americano, concordou que consultar Paris antes de anunciar um pacto de segurança com a Austrália poderia ter impedido uma disputa diplomática, anunciou na quarta-feira (22) o escritório do chefe do Executivo francês.
Na quarta-feira (22), ambos os líderes nacionais tiveram um telefonema no qual concordaram em lançar consultas profundas para reconstruir a confiança, disse o escritório de Macron do Palácio de Elysée, em uma declaração conjunta da França e os EUA.
"Os dois líderes concordaram que a situação teria beneficiado de consultas abertas entre aliados sobre assuntos de interesse estratégico para a França e nossos parceiros europeus", apontou o comunicado.
Washington também se comprometeu a aumentar seu apoio às missões antiterroristas lideradas por nações europeias na região do Sahel em África, acrescentou o departamento de Macron.
Biden e Macron concordaram ainda em se reunir pessoalmente no próximo mês para continuar resolvendo as tensões entre os países.
"O presidente Emmanuel Macron da República Francesa e o presidente Joe Biden dos Estados Unidos da América falaram em 22 de setembro, a pedido deste último, a fim de discutir as implicações do anúncio em 15 de setembro [...] Eles se reunirão na Europa no final de outubro, a fim de alcançar entendimentos compartilhados e manter o ímpeto neste processo", referiu a declaração.
Na semana passada, a França convocou seus embaixadores dos EUA e da Austrália, depois que Washington e Londres assinaram um acordo de submarinos nucleares com a Camberra, fazendo com que a última rescindisse um acordo anterior de submarinos com Paris, no valor de 90 bilhões de dólares australianos (R$ 347,26 bilhões, na cotação atual).
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