Mídia: Fernández cancela agenda internacional para evitar que Kirchner assuma poder na sua ausência

© AP Photo / Natacha PisarenkoO presidente da Argentina, Alberto Fernández, à esquerda, faz seu discurso anual sobre o Estado da Nação, que marca a sessão de abertura do Congresso, ao lado da vice-presidente Cristina Fernandez de Kirchner em Buenos Aires, Argentina, 1º de março de 2021
O presidente da Argentina, Alberto Fernández, à esquerda, faz seu discurso anual sobre o Estado da Nação, que marca a sessão de abertura do Congresso, ao lado da vice-presidente Cristina Fernandez de Kirchner em Buenos Aires, Argentina, 1º de março de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 17.09.2021
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Em meio à crise política que vive o país após as eleições primárias, presidente argentino supostamente evita deixar a Argentina temendo que vice possa fazer alguma estratégia durante sua ausência. Fernández viajaria hoje (17) para o México.
Nesta sexta-feira (17), o presidente da Argentina, Alberto Fernández, decidiu cancelar viagem planejada ao México para evitar que sua vice, Cristina Kirchner, assuma o poder durante a sua ausência, segundo o G1.
Com a Argentina em plena crise institucional provocada pelo vácuo de poder a partir de renúncias em massa ordenadas por Kirchner, o presidente teme sair do país devido à crise institucional que vive o governo.
"O presidente suspendeu as suas viagens ao exterior", confirmaram fontes oficiais reproduzidas pela imprensa argentina segundo a mídia.
A viagem ao México de Fernández era para participar da reunião de Cúpula dos Estados da América Latina e do Caribe (CELAC, na sigla em espanhol).
Sócia majoritária na coligação de governo, Kirchner ordenou a renúncia de vários ministros, secretários e presidentes de organismos públicos. Como resultado, 11 dirigentes de governo renunciaram, o que causou um vácuo de poder, conforme noticiado.
"Não sou eu quem põe o presidente em xeque, mas o resultado eleitoral", alegou Kirchner em uma carta aberta.
De acordo com a mídia, a vice-presidente exige uma reforma ministerial que altere o rumo do governo e quer também que o Ministério da Economia tenha uma política econômica expansionista para aumentar o gasto público até as eleições legislativas de 14 de novembro.
Já Alberto Fernández preferia adiar mudanças nos ministérios para depois das eleições, entretanto, diante da crise, vê-se obrigado agora a reformular a sua equipe de governo.
A magnitude da derrota traduz-se em uma reprovação da gestão de Fernández, na metade do seu mandato. As eleições primárias tendem a ser irreversíveis, antecipando o resultado das eleições de novembro.
Segundo Anabella Busso, especialista argentina entrevistada pela Sputnik Brasil, o resultado das eleições primárias mostra que a sociedade argentina está dividida, um fenômeno que no país é conhecido como "La Grieta" e que já existe há muito tempo, o que de certa maneira também reflete uma tradição histórica, mostrando que há pelo menos dois modelos de país na Argentina.
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