Cientistas encontram resposta para mistérios do funcionamento subterrâneo de vulcões

© Foto / Pixabay / skeezeLava (imagem referencial)
Lava (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 15.09.2021
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Um novo estudo revelou detalhes previamente desconhecidos sobre a composição geológica da crosta terrestre que poderiam ter implicações para os sistemas de alerta precoce de erupções vulcânicas.
A pesquisa, conduzida por especialistas da Universidade de Queensland, na Austrália, revelou que, contrariamente ao que se pensava anteriormente, a lava dos chamados vulcões de pontos quentes não é magma "puro", ou seja, não vem do manto derretido situado dezenas de quilômetros embaixo da superfície da Terra.
Como parte da pesquisa, os cientistas analisaram amostras vulcânicas coletadas em El Hierro, nas ilhas Canárias, território da Espanha. Os resultados foram comparados com os dados de outros vulcões de ilhas oceânicas pelo mundo afora, incluindo do Havaí. Os resultados, publicados na revista científica Geology, sugerem que a detecção de magma na fronteira entre a crosta e o manto poderia indicar uma próxima erupção.
Os pontos quentes são áreas de atividade vulcânica elevada que, ao contrário de outras áreas do vulcanismo, não estão necessariamente associados a encontros de placas tectônicas, explica o portal Phys.org.
Segundo Teresa Ubide, vulcanologista da universidade australiana responsável pela pesquisa, durante décadas pensou-se que os vulcões de pontos quentes eram "mensageiros do manto da Terra, nos oferecendo uma noção do que está acontecendo nas profundezas" de nosso planeta.
A nova pesquisa mostrou, entretanto, que "estes vulcões são extremamente complexos por dentro", e expulsam para a superfície da Terra uma mistura fundida muito diferente, em comparação com o que os especialistas haviam previsto.
Conforme consta na mídia, esta descoberta é "uma nova peça importante do quebra-cabeça para entender melhor como funcionam os vulcões das ilhas oceânicas".
"Esta nova informação nos aproxima da melhoria do monitoramento da agitação vulcânica, que visa proteger vidas, infraestruturas e culturas", disse a vulcanologista australiana, citada na matéria.
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