EUA são muito lentos na modernização de suas forças para competir com China e Rússia, diz general

© Sputnik / Ramil SitdikovSistema de lançamento de míssil balístico intercontinental Topol-M durante o ensaio para a parada militar no polígono de Alabino, região de Moscou
Sistema de lançamento de míssil balístico intercontinental Topol-M durante o ensaio para a parada militar no polígono de Alabino, região de Moscou - Sputnik Brasil, 1920, 14.09.2021
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EUA não pretendem entrar em guerra com a Rússia que possui armamento nuclear modernizado, afirmou na segunda-feira (13) o general John Hyten, vice-presidente do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA.
"As forças nucleares da Rússia estão agora totalmente modernizadas e as nossas não", explicou general em uma videoconferência organizada pela Instituição Brookings. Por isso, Hyten instou a acelerar a modernização dos armamentos nucleares americanos.
De acordo com ele, o atual objetivo estratégico principal dos EUA é evitar o risco de uma guerra com a Rússia e China.
Apesar de ter havido muitos conflitos no mundo, como a guerra no Vietnã, por exemplo, os EUA nunca buscaram um confronto direto com a União Soviética, observou alto comandante.
"Quando se trata de grandes potências, nosso objetivo deve ser nunca permitir que haja uma guerra contra a China, nunca permitir uma guerra contra a Rússia, porque esse será um dia terrível para o planeta, um dia terrível para nossos países. Destruirá o mundo e destruirá a economia mundial", ressaltou general.
© AP Photo / Rolex Dela PenaMísseis balísticos DF-26 da China
Mísseis balísticos DF-26 da China - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Mísseis balísticos DF-26 da China

EUA são lentos na competição militar com Rússia e China

O Departamento de Defesa está sendo abrandado pela burocracia e aversão ao risco, enquanto tenta modernizar suas capacidades para competir com a China e Rússia.
"A desvantagem é que ainda estamos indo incrivelmente devagar", comentou o general, acrescentando que "somos tão burocráticos e tão avessos ao risco".
"Quando você não tem nenhum adversário potencial, pode tentar remover todos os riscos no sistema e pode ir devagar, mas quando tem um concorrente como a China e a Rússia […] indo rápido, você tem que ser capaz de se mover rápido também. E ainda nos movemos muito devagar", disse.
Hyten mencionou a rapidez sem precedentes com que Pequim está desenvolvendo suas capacidades militares, particularmente seu arsenal nuclear, como uma das principais preocupações do Pentágono.
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