Al-Qaeda pode ameaçar os EUA a partir do Afeganistão em 1-2 anos, diz inteligência norte-americana

© REUTERS / Agência de notícias WanaSoldados do Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) em parque de diversões em Cabul, Afeganistão, 8 de setembro de 2021
Soldados do Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) em parque de diversões em Cabul, Afeganistão, 8 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 14.09.2021
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Washington referiu estar observando o movimento da Al-Qaeda para o Afeganistão, onde o diretor da Agência de Inteligência de Defesa norte-americana espera que surja ameaça do grupo terrorista em poucos anos.
A Al-Qaeda (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) poderia ter a capacidade de ameaçar o continente norte-americano em um ou dois anos desde o Afeganistão, segundo Scott Berrier, diretor da Agência de Inteligência de Defesa (DIA, na sigla em inglês).
"A avaliação atual [de forma] provavelmente conservadora é de um a dois anos para a Al-Qaeda construir alguma capacidade de pelo menos ameaçar a pátria", declarou o alto responsável na terça-feira (14) na Cúpula de Inteligência e Segurança Nacional, conforme citado pelo jornal New York Times.
Berrier acrescentou que a comunidade de inteligência dos EUA precisa reconstruir sua capacidade de coleta de informações no Afeganistão e ao mesmo tempo melhorar sua capacidade de monitorar a China e a Rússia, disse o relatório.
David Cohen, diretor adjunto da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos EUA, também teria dito durante a cúpula que sua agência está monitorando o movimento potencial da Al-Qaeda para o Afeganistão.
Na segunda-feira (13) Avril Haines, diretora da Inteligência Nacional dos EUA afirmou que a Somália, Síria, Iraque e Iêmen representam maiores ameaças à segurança norte-americana do que o Afeganistão. Apesar de tudo, ela reconheceu que a "coleta de inteligência está diminuída" desde que o Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) tomou o país.
O movimento militante prometeu cortar os laços com a Al-Qaeda e impedir que o Afeganistão se torne um porto seguro para grupos terroristas, como parte do acordo de Doha, Qatar, alcançado com a administração do presidente norte-americano Donald Trump (2017-2021) em fevereiro de 2020.
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