Israel determinado a enfrentar 'terror guiado pelo Irã', segundo chancelaria

© REUTERS / Youssef BoudlalYair Lapid, ministro das Relações Exteriores israelense fala durante coletiva de imprensa em Rabat, Marrocos, 11 de agosto de 2021
Yair Lapid, ministro das Relações Exteriores israelense fala durante coletiva de imprensa em Rabat, Marrocos, 11 de agosto de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 11.09.2021
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O Ministério das Relações Exteriores de Israel expressou sua vontade de prevenir que o Irã se torne "uma potência nuclear", o que daria "efeito salame" em todo o Oriente Médio.
Israel considera as aspirações nucleares do Irã uma ameaça de escala regional, e está pronto para proteger seus cidadãos, declarou Yair Lapid, ministro das Relações Exteriores israelense, à Sputnik.
"A força desestabilizadora dentro da Síria é o Irã, e Israel não pode tolerar, nem a longo prazo e nem a curto prazo, a presença iraniana e a forma como o Irã está exportando terror para a região [...] Vamos fazer algo a respeito disso, não vamos ficar de braços cruzados, esperando que o terror guiado pelo Irã atinja nossos cidadãos", disse Lapid.
Ele recusou-se a explicar se a estratégia abrangente israelense contra o Irã incluía meios diplomáticos, sanções ou possíveis ações militares, mas disse que deveria ser mostrada uma "ameaça credível" ao Irã, pois, segundo o chanceler israelense, Teerã está à beira de adquirir armas nucleares, podendo desencadear uma corrida armamentista nuclear na região, e representa uma "ameaça existencial" a Israel.
"Haverá uma espécie de efeito salame em toda a região se o Irã se tornar uma potência nuclear, então temos que ter certeza de que isso não aconteça", disse Lapid.
A Arábia Saudita, Turquia e Egito começariam a desenvolver suas próprias armas nucleares, enquanto a alta do islamismo radical no Afeganistão, vizinho do Paquistão, que tem armas nucleares, poderia exacerbar a crise de segurança, disse o ministro.
O acordo nuclear do Irã, o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), que tinha como objetivo frear as ambições nucleares iranianas, não mostrou resultados tangíveis, nem as conversações de Viena conseguiram retomar o pleno cumprimento do acordo por todas as partes, apontou Yair Lapid.
Desde abril, a comissão conjunta do JCPOA tem realizado sessões em Viena, Áustria, em uma tentativa de reavivar o acordo, quebrado após a retirada dos EUA em 2018. Israel se opôs às negociações, dizendo que o Irã estava apenas jogando pelo tempo enquanto desenvolvia seu programa nuclear. As relações EUA-Israel se deterioraram em meio a diferenças mútuas sobre o acordo nuclear.
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