Talibãs afirmam que permanência de seus ministros em listas negras viola acordo de Doha

© AP Photo / Mohammad Asif KhanCombatentes do Talibã na província de Panjshir, Afeganistão, 8 de setembro de 2021
Combatentes do Talibã na província de Panjshir, Afeganistão, 8 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.09.2021
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A permanência de membros do novo governo do Afeganistão em listas negras constitui uma violação do acordo que os EUA firmaram no final de fevereiro de 2020 em Doha com os talibãs, afirmou o movimento.
"No acordo de Doha, todos os funcionários do Emirado Islâmico [do Afeganistão] sem qualquer exceção participaram da interação com os EUA e deveriam ter sido eliminados das listas negras da ONU e dos EUA, exigência que continua sendo válida", ressalta uma declaração divulgada pelo porta-voz do Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países), Zabihullah Mujahid.
Em 7 de setembro, os talibãs anunciaram a composição de seu gabinete interino. Presidido por Mohamad Hasan Ahund, que foi chanceler durante o primeiro governo dos talibãs e segue sujeito às sanções da ONU, o novo gabinete tem um marcado perfil fundamentalista, contrariamente às promessas de "governo inclusivo" que os talibãs fizeram ao retomarem o poder após duas décadas de intervenção militar estrangeira.
De acordo com a BBC Urdu, ao menos 14 dos 33 membros do governo provisório do Afeganistão aparecem na lista negra das Nações Unidas, por terrorismo.
Além de Ahund, estão incluídos na lista do Comitê de Sanções 1988 do Conselho de Segurança da ONU o ministro da Defesa interino, Mohamad Yacub, o chanceler interino, Amir-Khan Motaki e seu vice, Sher Mohamad Abbas Stanekzai.
Por informações que levem à prisão de Sirajuddin Haqqani, novo ministro do Interior no gabinete afegão, os Estados Unidos oferecem uma recompensa de US$ 10 milhões (R$ 585 milhões).
Recentemente, uma fonte do movimento Talibã informou a Sputnik de que para a cerimônia de posse do novo governo afegão, que ocorrerá em 11 de setembro, foram convidados a Rússia, China, Catar, Turquia, Paquistão e Irã.
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