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'Lula se afirma na negativa de Bolsonaro, é o fascismo ou eu', diz Ciro Gomes

© Folhapress / Eduardo AnizelliOs ex-ministro Ciro Gomes, em foto de 4 de outubro de 2018, no Rio de Janeiro
Os ex-ministro Ciro Gomes, em foto de 4 de outubro de 2018, no Rio de Janeiro - Sputnik Brasil, 1920, 08.09.2021
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Possível candidato de terceira via para as eleições de 2022, o ex-governador do Ceará afirma que "não existiria bolsonarismo boçal" se não fosse o Partidos dos Trabalhadores e a gestão do ex-presidente Lula.
Em entrevista para o portal UOL, o ex-governador Ciro Gomes (PDT), disse que falta união no campo político para derrotar o presidente, Jair Bolsonaro, nas próximas eleições.
Segundo a mídia, após as manifestações de ontem (7), o candidato à Presidência nas eleições de 2022 ligou para vários colegas, como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, mas não para o ex-presidente, Luis Inácio Lula da Silva (PT).
"Na minha opinião, o Lula e o PT não querem impedimento do Bolsonaro. Lula se afirma na negativa de Bolsonaro, é o fascismo ou eu", declarou.
Ainda no âmbito do Partido dos Trabalhadores, Ciro fez uma provocação e disse que sem a gestão do PT e de Lula, não haveria "bolsonarismo boçal".
© AP Photo / Eraldo PeresMilhares de brasileiros ouvem o presidente Jair Bolsonaro falar em ato no Dia da Independência em Brasília
Milhares de brasileiros ouvem o presidente Jair Bolsonaro falar em ato no Dia da Independência em Brasília - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Milhares de brasileiros ouvem o presidente Jair Bolsonaro falar em ato no Dia da Independência em Brasília
"Existiria isso no Brasil sem o PT? Não existiria bolsonarismo boçal sem a contradição do Lula e do PT."
De acordo com a mídia, para o ex-governador, o que existe agora é o "8 de setembro". Desde ontem (7), Ciro está tentando fazer apelo para defender a democracia e proteção do Judiciário, "que não pode ficar nessa fricção".
"Uma parte importante da esquerda, não é problema só no Brasil, refugiou-se em uma causa nobre identitária que colide frontalmente com a moral dominante e a religiosidade, que Bolsonaro explora de forma desonesta e profissional", declarou.
Em sua visão, os atos foram grandes, "mas se confinaram a uma bolha radicalizada e extremista. Foi quase um mês de mobilização, com dinheiro público, e ainda assim ficaram aquém do que imaginavam".
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