'China tem problema real com o Talibã' e tentará 'chegar a um acordo' com islamistas, diz Biden

© AP Photo / Rahmat GulTalibãs arranjam a bandeira do movimento antes da primeira coletiva de imprensa do porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, Cabul, Afeganistão, 17 de agosto de 2021
Talibãs arranjam a bandeira do movimento antes da primeira coletiva de imprensa do porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, Cabul, Afeganistão, 17 de agosto de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 08.09.2021
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De acordo com o presidente norte-americano, Joe Biden, o Paquistão, a Rússia e o Irã também vão querer chegar a acordos com os talibãs.
O presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou na terça-feira (7), que Pequim tratará de chegar a acordos com o Talibã (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países), após este ter tomado o território afegão e anunciado um novo governo interino.
"A China tem um problema real com os talibãs. Dessa forma, vão tentar chegar a algum acordo com eles, estou certo disso", afirmou Biden, citado pela Reuters.
Biden adicionou que a China não é o único país interessado nos acontecimentos no Afeganistão, o mesmo acontecendo com "o Paquistão, a Rússia e o Irã".
Anteriormente, Biden observou que sua administração não vai reconhecer em um futuro próximo o governo talibã. "Isso está muito longe [de acontecer]", afirmou Biden.
Na quinta-feira (2), o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, conversou com seu homólogo iraniano, Hosein Amir Abdolahian, sobre a situação no Afeganistão, ressaltando que, sendo vizinhos, ambos os países devem fortalecer a cooperação e a coordenação para desempenhar um papel construtivo na implementação de uma transição suave e da reconstrução pacífica do Afeganistão.
Wang Yi expressou a esperança de que o novo governo talibã seja "aberto e abrangente", rompa com as organizações terroristas e se concentre no desenvolvimento de "boas relações com outros países, sobretudo com os países vizinhos".
Por sua vez, o chanceler iraniano atribuiu o atual "caos no Afeganistão" à "irresponsabilidade dos EUA".
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