Democracia não pode ser imposta à força, diz Putin sobre Afeganistão

© Sputnik / Aleksei NikolskyVladimir Putin
Vladimir Putin - Sputnik Brasil, 1920, 03.09.2021
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Nesta sexta-feira (3), o presidente russo, Vladimir Putin comentou a situação no Afeganistão, durante o Fórum Econômico do Oriente, afirmando que a democracia não pode ser imposta à força e que, se a população precisar dela, chegará a ela por si própria.
"Se a população precisar da democracia, a população chegará a ela por si própria, isso não precisa ser imposto à força", declarou Putin.
Putin observou ainda que o Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países) no Afeganistão não é um movimento homogêneo, pois no território atuam diferentes grupos.
Em relação ao reconhecimento do novo governo afegão, Putin afirmou que é preciso analisar as realidades, o que está por trás de suas declarações.
© Sputnik / Yevgeny PaulinPresidente russo Vladimir Putin durante cúpula da Organização do Tratado de Segurança Coletiva, 23 de agosto de 2021
Presidente russo Vladimir Putin durante cúpula da Organização do Tratado de Segurança Coletiva, 23 de agosto de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Presidente russo Vladimir Putin durante cúpula da Organização do Tratado de Segurança Coletiva, 23 de agosto de 2021
Vladimir Putin fez questão de ressaltar que a Rússia não está interessada na desintegração do Afeganistão.
"A Rússia não está interessada na desintegração do Afeganistão. Se isso acontecer, então não haverá ninguém com quem conversar. E se for esse o caso, é preciso pensar sobre o seguinte: quanto mais cedo o Talibã se juntar à família das nações civilizadas, mais fácil vai ser contatar, conversar, de alguma forma influenciar e questionar", declarou Putin.
Além disso, o líder russo definiu a situação do Afeganistão como uma "catástrofe humanitária", destacando que a ONU e o seu Conselho de Segurança têm a responsabilidade de manter a ordem no mundo.
No dia 15 de agosto, Ashraf Ghani renunciou e deixou o país, citando o desejo de evitar que o Talibã "massacrasse" as pessoas em Cabul.
Após a fuga do ex-presidente afegão, o Talibã anunciou ter o controle total sobre as instituições oficiais de Cabul, sobre a guarda do palácio presidencial e sobre a organização de patrulhas noturnas na cidade.
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