'China não é a União Soviética': embaixador chinês critica a mentalidade da Guerra Fria dos EUA

© REUTERS / Hyungwon KangBandeiras dos EUA e China tremulando em um edifício em Washington, EUA (foto de arquivo)
Bandeiras dos EUA e China tremulando em um edifício em Washington, EUA (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 02.09.2021
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Nesta terça-feira (31), o embaixador da China nos EUA, Qin Gang, criticou os líderes e ideólogos de Washington por abordarem a concorrência dos EUA com a China como uma nova Guerra Fria, chamando essa tendência de "avaliação errada".
"A política extremada contra a China da anterior administração dos EUA causou graves danos às nossas relações, tal situação não mudou e está mesmo continuando", afirmou embaixador em um evento organizado pelo Comitê Nacional de Relações EUA-China.
Em um discurso perante o Congresso em abril deste ano, o presidente americano Joe Biden disse que os EUA estavam "em uma competição com a China e outros países para ganhar o século XXI".
"A China não é a União Soviética", enfatizou o embaixador chinês em seu discurso no evento, que contou com a presença do antigo secretário de Estado dos EUA Henry Kissinger, o diplomata que criou as bases para a normalização das relações entre Washington e Pequim.
© REUTERS / Frederic J. BrownAntony Blinken, secretário de Estado dos EUA (segundo à direita), acompanhado por Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA (primeiro à direita), fala em direção a Yang Jiechi (segundo à esquerda), diretor do Escritório da Comissão Central de Relações Exteriores do PC da China, e Wang Yi (primeiro à esquerda), conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, em Anchorage, Alasca, EUA, 18 de março de 2021
Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA (segundo à direita), acompanhado por Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA (primeiro à direita), fala em direção a Yang Jiechi (segundo à esquerda), diretor do Escritório da Comissão Central de Relações Exteriores do PC da China, e Wang Yi (primeiro à esquerda), conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, em Anchorage, Alasca, EUA, 18 de março de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA (segundo à direita), acompanhado por Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA (primeiro à direita), fala em direção a Yang Jiechi (segundo à esquerda), diretor do Escritório da Comissão Central de Relações Exteriores do PC da China, e Wang Yi (primeiro à esquerda), conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, em Anchorage, Alasca, EUA, 18 de março de 2021
"O colapso da União foi obra dela própria", acrescentou o diplomata chinês, afirmando que a corrupção e a concorrência militar insustentável levaram o país à ruína.
O alto funcionário chinês observou que a China aprendeu com a história e seguiu um caminho diferente, prosperando apesar da desastrosa dissolução da aliança sino-soviética na década de 1960, superando a fome e escassez de alimentos e se tornando a segunda maior economia do mundo.
"Mas nós conseguimos superar isso. Hoje, quando os EUA optam por usar a o poder do Estado para derrubar a Huawei, eles só podem esperar uma coisa – nas palavras de muitos chineses – não o colapso da Huawei, mas o surgimento de mais empresas como a Huawei", afirmou.
Atualmente, a posição internacional da China mudou e o país é uma das grandes potências do mundo, o que causou um conflito pela hegemonia tecnológica com os EUA.
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