Múmias de filhotes de leão da Era do Gelo são achadas na Sibéria em ótimas condições (FOTO)

© Foto / Christine Sponchia / PixabayFilhote de leão (imagem referencial)
Filhote de leão (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 09.08.2021
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Dois filhotes de leão da Era do Gelo foram descobertos na Sibéria, na Rússia, e os cientistas acreditam que são os felinos melhor preservados alguma vez encontrados.

Os dois filhotes, batizados de Boris e Sparta, têm o tamanho de gatos domésticos comuns, e foram desenterradas em Yakútia, no leste da Rússia, uma no ano de 2017 e a outra em 2018. Ao fim de várias análises, os cientistas acreditam que as múmias dos jovens felinos tenham dezenas de milhares de anos, datando do período Paleolítico.

Ambas as crias deveriam ter entre um a dois meses de vida, segundo o estudo desenvolvido por uma equipe de cientistas internacional e publicado no jornal Quaternary.

Boris, a cria mais velha e menos intacta do par, tem cerca de 43.448 anos, e possui pêlo acinzentado e amarelado. A mais jovem, Sparta, tem cerca de 27.962 anos e é descrita como estando em "condições quase perfeitas", com um pêlo acinzentado a castanho claro.

Este filhote de leão das cavernas é indiscutivelmente o animal da Era do Gelo melhor preservado alguma vez encontrado!

Seu nome é Sparta.

Em um artigo publicado hoje com colegas da Rússia, do Japão e da França, usamos DNA e 14C para mostrar que é um filhote fêmea que morreu há cerca de 28 mil anos.

Love Dalén, membro da equipe de pesquisa, disse que "Sparta é provavelmente o animal da Era do Gelo melhor preservado já encontrado, e está mais ou menos intacto, exceto o pêlo que está um pouco arrepiado. Até seus bigodes estão preservados. [...] Boris está um pouco mais danificado, mas ainda está muito bom [estado]", citada pelo The Independent.

Até o momento, foram apenas descobertos quatro filhotes de leão da Era do Gelo, sendo que todos eles foram desenterrados do mesmo lugar do mundo, a permafrost em derretimento na bacia do rio Indigirka River, no norte siberiano.

No entanto, ainda são desconhecidas as causas de sua morte, mas muitos pesquisadores acreditam que, muito provavelmente, morreram dentro de suas tocas que deveriam ter sido cobertas de neve ou terra, o mais certo após um deslizamento de terra.

"Analisando sua preservação, eles devem ter sido enterrados muito rapidamente. Dese modo, podem ter morrido em um deslizamento de terra ou caíram em uma rachadura no permafrost", explicou Dalén, citada na matéria.

Outras descobertas semelhantes impressionantes foram realizadas na vasta região siberiana da Rússia nos últimos anos. A terra na república de Yakútia está, normalmente, congelada durante todo o ano, mas as mudanças climáticas permitem uma exploração mais fácil em seu solo.

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