COVID-19 virará constipação? Professor britânico explica o que acontecerá com novo coronavírus

© REUTERS / Shamil ZhumatovProfissional da saúde prepara dose de vacina Sputnik V contra a COVID-19 em centro de vacinação de Moscou, Rússia, 17 de junho de 2021
Profissional da saúde prepara dose de vacina Sputnik V contra a COVID-19 em centro de vacinação de Moscou, Rússia, 17 de junho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.08.2021
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Cientista britânico afirma que, tal como os outros coronavírus, a COVID-19 nos infectará repetidamente durante o resto de nossas vidas, provavelmente uma vez a cada cinco anos e se tornará mais uma constipação.

Em breve, a COVID-19 se tonará uma doença totalmente diferente, virando, tal como os outros coronavírus, mais uma constipação, de acordo com o professor Paul Hunter, da Escola da Medicina de Norwich (Universidade de East Anglia), no Reino Unido.

De acordo com o cientista, o vírus SARS-CoV-2 não vai a lugar algum e, como outros coronavírus, é provável que se repita a cada cinco anos.

A vacinação dificultará sua propagação, mas as vacinas protegerão menos com o passar do tempo, embora ainda forneçam proteção contra internação e morte.

"A COVID será uma doença diferente. Dentro de alguns anos, a maioria das infecções será assintomática ou doença leve de nariz e garganta. Em outras palavras, tal como os outros coronavírus, simplesmente se tornará outra causa do resfriado comum", escreveu Hunter.

O professor disse que os outros coronavírus são sazonais e costumam atingir o pico no inverno, por isso é provável que a COVID-19 siga este caminho. Novas variantes do vírus são preocupantes, mas possivelmente a Delta será o ponto final da infecção.

"Ao saltar para um novo hospedeiro, o vírus raramente funciona sem falhas. O vírus é uma chave, e seus hospedeiros, nós, somos a fechadura. Após o primeiro salto, o vírus evolui rapidamente até aprender a abrir a fechadura. A variante mais adequada começa a dominar e a evolução abranda drasticamente", explicou o professor britânico.

O especialista afirmou que a cepa Delta é a variante mais forte, duvidando do surto de qualquer outra mutação. A pior parte da pandemia já passou, pelo menos no Reino Unido, mas é importante realizar a revacinação, destacou Hunter.

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