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Atos do governo Bolsonaro na área ambiental são investigados por improbidade administrativa

© AFP 2022 / Carl de SouzaVista aérea de queimadas na Amazônia, ao sul de Novo Progresso, no estado do Pará, em 16 de agosto de 2020
Vista aérea de queimadas na Amazônia, ao sul de Novo Progresso, no estado do Pará, em 16 de agosto de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 04.08.2021
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O procurador a República Felipe Braga solicitou a abertura de três inquéritos pelo Ministério Público Federal (MPF) para investigar atitudes que possam eventualmente gerar responsabilização dos envolvidos.

A Procuradoria da República do Distrito Federal (DF) determinou a abertura de três inquéritos civis para apuração de atos do governo do presidente Jair Bolsonaro na área ambiental. Os inquéritos, abertos por determinação do procurador da República Felipe Braga, devem analisar se as atitudes tomadas pelas autoridades envolvidas podem caracterizar improbidade administrativa.

Estão na mira a divulgação pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) de dados supostamente divergentes relacionados às queimadas no Brasil nos últimos 10 anos, a liberação do uso de mais agrotóxicos entre 2019 e 2020, e a investigação de casos de militarização de cargos de chefia no âmbito do Ibama - que teve mudanças que prejudicaram sua função institucional.

© Foto / Takumã KuikuroA Terra Indígena do Xingu, no nordeste de Mato Grosso, é o território indígena do Brasil que mais sofreu o com as queimadas e incêndios florestais em 2020
Atos do governo Bolsonaro na área ambiental são investigados por improbidade administrativa - Sputnik Brasil, 1920, 04.08.2021
A Terra Indígena do Xingu, no nordeste de Mato Grosso, é o território indígena do Brasil que mais sofreu o com as queimadas e incêndios florestais em 2020

Sobre os agrotóxicos, dados do Ministério da Agricultura, releram que no ano passado o governo liberou 493 novos usos, o maior número dos últimos 20 anos.

A gestão do ex-ministro Ricardo Salles à frente do Meio Ambiente foi marcada pela nomeação de policiais militares para cargos comissionados, diretorias da sede do Ibama e superintendências. Salles deixou o governo pressionado por investigações que envolvem seu nome em esquemas de madeira ilegal na Amazônia, além de acusações de atuar sempre contra a fiscalização e proteção ambiental.

É investigado também nos inquéritos, o fato de a Secom ter publicado informações incorretas sobre as queimadas registradas no país no ano passado. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, afirmou que a mensagem da Secom estava incorreta.

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