Microrganismos de 3,4 bilhões de anos lançariam luz sobre início da vida na Terra

© Foto / Pixabay / sbtlneetImagem de micróbios
Imagem de micróbios - Sputnik Brasil, 1920, 19.07.2021
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Cientistas descobriram em rochas na África do Sul restos fossilizados de microrganismos, que são parte de alguns dos mais antigos ecossistemas microbianos encontrados até agora.

Pesquisadores encontraram em uma rocha na África do Sul microrganismos de 3,42 bilhões de anos que lançariam luz sobre o início da vida na Terra, relataram em comunicado na quinta-feira (15) cientistas de vários países liderados pela Universidade de Bolonha, Itália.

Os pesquisadores encontraram no Cinturão de Barberton Greenstone, ou Montanhas Makhonjwa, África do Sul, que tem algumas das rochas sedimentares mais antigas e mais bem preservadas do planeta, micróbios com "bainha externa rica em carbono e um núcleo química e estruturalmente distinto, consistente com uma parede celular ou membrana envolvendo sua matéria intracelular", que habitaram o fundo do mar perto de nascentes geotérmicas.

Uma análise química das amostras indicou a presença da maioria dos elementos necessários para a vida, incluindo o níquel, cujas concentrações em compostos orgânicos mostram como poderia ter sido o metabolismo primordial, e são consistentes com os níveis deste elemento metálico presente nos micróbios modernos conhecidos como archaea, que vivem sem oxigênio, utilizam o metano para seu metabolismo e têm DNA no seu citoplasma, em lugar dos núcleos encontrados em organismos eucariotas.

Barbara Cavalazzi, professora e autora principal do estudo publicado na revista Science Advances, vê o achado como "evidência excepcionalmente bem preservada de micróbios fossilizados" que habitaram "alguns dos ecossistemas microbianos mais antigos da Terra, e este é o exemplo mais antigo que encontramos até hoje".

"Nossas descobertas poderiam estender o registro de fósseis de archaea pela primeira vez à era em que a vida surgiu pela primeira vez na Terra", explicou.

Além disso, acrescentou Cavalazzi, as informações obtidas neste estudo poderiam ser aplicadas na astrobiologia para encontrar vida fora de nosso planeta.

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