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'Liderança caótica' no Brasil: 'Entre a vida e a morte, Bolsonaro optou pela morte', diz Mandetta

© Foto / Vinícius Loures/Divulgação/ Câmara dos DeputadosMinistro de Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em audiência na Câmara dos Deputados.
Ministro de Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em audiência na Câmara dos Deputados. - Sputnik Brasil, 1920, 18.06.2021
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Ex-ministro da Saúde condena as diretrizes escolhidas pelo governo diante da pandemia, e diz que a liderança do presidente da República foi "falha e caótica".

Nesta sexta-feira (18), em entrevista para o portal UOL, o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), criticou as políticas adotadas pelo governo no combate à pandemia e disse que a liderança, exercida pelo presidente Jair Bolsonaro, foi uma "liderança falha e caótica".

"Você só precisa de líder quando você se depara com uma situação em que você precisa da liderança forte, firme, em nome da nação [...] e no momento onde você teve um problema como esse [a pandemia], nós tivemos uma liderança falha, caótica", disse Mandetta citado pela mídia.

O ex-ministro também chamou de "absurdas" as medidas aplicadas para lidar com crise sanitária, como a teoria da imunidade de rebanho e o incentivar do não uso de máscaras por parte de representantes do governo.

"Quando você tem aberto para nação inteira diariamente que as ações foram todas no intuito de ir em um caminho em teorias absolutamente absurdas de contágio de todo mundo, para ver se todo mundo pegava a doença, construção de imunidade de rebanho através de contaminação, não uso de máscaras. Quando você vê que não se adquiriu vacinas, apesar dos inúmeros pedidos, e da ausência do Ministério da Saúde em ir atrás [...]", declarou Mandetta.

Para o ex-ministro, o efeito da pandemia nas eleições presidenciais será "enorme" e que, entre a vida e a morte, Bolsonaro "optou pela morte".

"Cada país tem seu rosto expressado em seu líder. Tivemos uma situação em que nós fomos defrontados contra um inimigo que ameaçava a vida. Entre a vida e a morte nosso presidente optou pela morte", disse.

Cada vez mais próximo de atingir a marca de meio milhão de mortos, o Brasil registrou hoje 496.172 óbitos e 17.704.041 diagnósticos da doença, conforme informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

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