EUA recuperam US$ 2,3 milhões pagos a hackers da Colonial Pipeline

© REUTERS / Colonial Pipeline / HandoutReservatórios da empresa Colonial Pipeline em Woodbridge, Nova Jersey, EUA, data desconhecida
Reservatórios da empresa Colonial Pipeline em Woodbridge, Nova Jersey, EUA, data desconhecida - Sputnik Brasil, 1920, 07.06.2021
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Foram recuperados milhões de dólares, pagos em criptomoedas, a hackers que estiveram por trás do ataque cibernético à Colonial Pipeline no mês passado.

O Departamento de Justiça norte-americano deverá anunciar em breve os detalhes da operação, de acordo com a CNN.

O ataque, que os EUA alegaram que foi conduzido por hackers com base na Rússia, causou a paralisação do oleoduto que transportava combustível para a costa leste do país.

O chefe executivo da Colonial Pipeline, Joseph Blount, contou à mídia que a empresa pagou US$ 4,4 milhões (cerca de R$ 22,2 milhões) em resgate para desbloquear seus sistemas de transporte de combustível paralisados pelo vírus cibernético, pois não estava certo da gravidade da instrusão dos hackers no sistema, bem como do tempo que levaria até que as operações do oleoduto fossem normalizadas. 

No entanto, a Colonial Pipeline entrou rapidamente em contato com o Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) e seguiu suas instruções, acabando por ajudar os investigadores a rastrear o pagamento em uma carteira de criptomoedas usada pelos hackers.

Os especialistas buscaram quaisquer falhas possíveis na segurança operacional ou pessoal dos criminosos, em um esforço para identificar os responsáveis - especialmente através da monitoração de qualquer pista sobre para onde estariam movimentando o dinheiro.

No final, foram recuperadas quase 64 criptomoeadas em um valor de US$ 2,3 milhões (aproximadamente R$ 11,6 milhões), mais da metade da soma total do pagamento de resgate feito pela Colonial Pipeline.

Por sua vez, Moscou já refutou todas as acusações vindas do FBI sobre o país ser um "refúgio de hackers". Contudo, segundo afirmou Gina Raimondo, secretária do Comércio dos EUA, este assunto vai estar na agenda do presidente Joe Biden quando se reunir, este mês, com seu homólogo russo, Vladimir Putin.

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