Austrália e Nova Zelândia se unem contra 'atividades desestabilizadoras' da China

© AFP 2022 / Joe AllisonJacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia, posa para foto com o homólogo australiano Scott Morrison em Queenstown, Nova Zelândia, 31 de maio de 2021
Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia, posa para foto com o homólogo australiano Scott Morrison em Queenstown, Nova Zelândia, 31 de maio de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 31.05.2021
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Os primeiros-ministros da Austrália e Nova Zelândia responderam a afirmações de suposta subserviência dos dois países à China com críticas contra violação de direitos humanos nesse país, que Pequim rejeita.

Scott Morrison e Jacinda Ardern, premiês da Austrália e Nova Zelândia, respectivamente, adotaram na segunda-feira (31) em Queenstown, Nova Zelândia, uma resolução conjunta criticando as atividades da China.

Ambos os líderes referiram a "intensificação de atividades desestabilizadoras" de Pequim no mar do Sul da China e a redução da autonomia de Hong Kong, apelando também ao país para "respeitar os direitos humanos do povo uigur e de outras minorias muçulmanas".

Segundo Ardern, tanto Camberra como Wellington "têm estado posicionados amplamente no mesmo lugar" em questões importantes como direitos humanos e comércio, rejeitando que não estejam "assumindo uma posição forte sobre estas questões incrivelmente importantes".

Morrison concordou, dizendo que ambos os países são "grandes parceiros, amigos, aliados e mesmo família", depois que os dois enfrentaram recentemente críticas internas de que estão comprometendo sua autonomia perante Pequim.

As relações entre Austrália e China pioraram fortemente depois que Camberra pediu uma investigação das origens do SARS-CoV-2, levando a ataques diplomáticos e políticos mútuos, bem como imposição de tarifas.

Pequim nega veementemente qualquer violação de direitos humanos dentro de suas fronteiras, denunciando as afirmações como propaganda ocidental.

"Os líderes da Austrália e da Nova Zelândia [...] fizeram comentários irresponsáveis, violaram gravemente o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais e interferiram grosseiramente nos assuntos internos da China", comentou Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, citado na segunda-feira (31) pela agência britânica Reuters.

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