'Ainda justifica sua presença': militares dos EUA vão permanecer na Síria, diz Pentágono

CC0 / Sargento Jacob Connor / 5º Grupo de Forças Especiais (Airborne)Membros das Forças Especiais dos EUA realizando treinamento durante operações contra grupo Daesh no sul da Síria
Membros das Forças Especiais dos EUA realizando treinamento durante operações contra grupo Daesh no sul da Síria - Sputnik Brasil, 1920, 27.05.2021
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O contingente dos EUA vai continuar na Síria, já que, segundo Washington, a ameaça terrorista na República Árabe ainda não foi eliminada, declarou nesta terça-feira (25) o porta-voz do Pentágono, John Kirby, em uma conferência de imprensa.

"Nada mudou em relação à missão na Síria no que diz respeito a operações de combate contra o Daesh [organização terrorista proibida na Rússia e outros países] em consonância com o trabalho que a coalizão vem fazendo desde 2014. É certamente uma pequena presença, menos de 1.000 [soldados], mas eles estão trabalhando com as Forças Democráticas da Síria [FDS] no terreno para continuar a realizar as operações contra Síria, e isso não mudou", afirmou o porta-voz.

Respondendo à questão se o contingente dos EUA permanecerá na Síria até uma solução completa ser atingida, Kirby afirmou que as forças norte-americanas estavam no solo sírio para combater o Daesh.

"Eles [militares] não estão envolvidos em outros problemas, problemas mais amplos dentro da Síria relacionados à guerra civil. Eles estão lá para combater o Daesh e, em última instância, cabe ao comandante supremo decidir quanto tempo eles vão permanecer lá", acrescentou o porta-voz do Pentágono.
© AP Photo / Hussein MallaCrianças e jovens sírios olham para a passagem de um comboio de veículos blindados dos EUA em uma estrada que liga a Raqqa, no nordeste da Síria, em 26 de julho de 2017
'Ainda justifica sua presença': militares dos EUA vão permanecer na Síria, diz Pentágono - Sputnik Brasil, 1920, 27.05.2021
Crianças e jovens sírios olham para a passagem de um comboio de veículos blindados dos EUA em uma estrada que liga a Raqqa, no nordeste da Síria, em 26 de julho de 2017

Segundo Kirby, o futuro da presença de tropas norte-americanas no país só será possível de ser julgado levando em conta a gravidade da ameaça.

"E isso vai ser, tenho a certeza, avaliado em função da prevalência da ameaça, a gravidade da ameaça. É como dizemos hoje, ainda justifica a sua presença [dos EUA]. Ainda merece a nossa atenção e essas operações é onde estamos. Eu simplesmente não posso especular sobre o futuro", explicou.

Os contingentes de militares norte-americanos se encontram estacionados nas províncias sírias de Al-Hasakah e de Deir ez-Zor. Estas áreas possuem as maiores reservas de petróleo e de gás natural do país. Por este motivo, em diversas vezes, as autoridades sírias declararam que a presença das forças estadunidenses nestas províncias viola a soberania da Síria, bem como o direito internacional, uma vez que Washington nunca foi autorizado a intervir em Damasco.

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