CIDH denuncia protestos violentos na Colômbia e insta o país a permitir 'visita de observação'

© REUTERS / Luisa GonzalezManifestantes participam de protesto exigindo ação governamental para combater a pobreza, violência policial e desigualdades nos sistemas de saúde e educação, em Bogotá, Colômbia, 24 de maio de 2021
Manifestantes participam de protesto exigindo ação governamental para combater a pobreza, violência policial e desigualdades nos sistemas de saúde e educação, em Bogotá, Colômbia, 24 de maio de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 26.05.2021
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A organização de direitos humanos criticou o uso excessivo de força e outros crimes praticados pelas forças de segurança durante a repressão das manifestações contra o governo de Iván Duque.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou na quarta-feira (26) as "graves violações dos direitos humanos" ocorridas durante os protestos sociais na Colômbia, disse a organização em comunicado.

A CIDH manifestou sua "extrema preocupação com a perda de vidas" com o uso excessivo de força durante os tumultos no país sul-americano, durante os quais estima ter havido 51 mortes, 979 feridos e 132 pessoas desaparecidas, além de 87 denúncias de violência sexual contra mulheres manifestantes pelas forças de segurança, segundo relatórios de organizações sociais.

Bogotá, por sua vez, registrou 43 óbitos, 17 desses relacionados às manifestações.

Uma das outras queixas da CIDH tem a ver com as restrições a suas atividades na Colômbia.

"A Comissão Interamericana de Direitos Humanos insta o Estado [colombiano] a respeitar os mais altos padrões em termos de liberdade de expressão, uso da força e devida diligência, bem como a permitir que a CIDH realize uma visita de observação ao país", disse o órgão.

Depois de um encontro na segunda-feira (24) de membros da CIDH com Marta Lucía Ramírez, ministra das Relações Exteriores da Colômbia, ela disse à mídia que, embora "todas as visitas são bem-vindas", Bogotá considera que "neste momento" a presença da CIDH "ainda não" é prudente, pois a administração do presidente colombiano Iván Duque quer "esperar que os órgãos de controle (Promotoria, Procuradoria-Geral, Controladoria e ombudsman) terminem seu trabalho".

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