União Europeia bloqueia acordo de investimento com China até que Pequim suspenda sanções

© AP Photo / Francisco SecoLegisladores europeus participam de um debate no Parlamento Europeu em Bruxelas, terça-feira, 18 de maio de 2021
Legisladores europeus participam de um debate no Parlamento Europeu em Bruxelas, terça-feira, 18 de maio de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2021
Nos siga noTelegram
Pequim impôs sanções a cinco parlamentares europeus depois que a União Europeia (UE) deu luz verde às restrições a autoridades chinesas encarregadas de administrar supostos campos de internamento em Xinjiang.

O Parlamento da UE votou esmagadoramente nesta quinta-feira (20) para recusar qualquer consideração sobre o acordo de investimento UE-China, enquanto estiver em vigor as sanções chinesas contra parlamentares e acadêmicos europeus.

De acordo com a resolução, a UE, que ratificou o acordo, "exige que a China levante as sanções antes que o Parlamento [Europeu] possa negociar o Acordo Compreensivo de Investimento".

O acordo de investimento entre a China e a UE, também conhecido como Acordo Compreensivo de Investimento (CAI, na sigla em inglês), ocorreu após sete anos de negociações. Em dezembro de 2020, a UE anunciou que as partes haviam concluído as negociações de princípio, comprometendo-se assim a criar um melhor equilíbrio na relação comercial UE-China e a permitir um maior nível de acesso ao mercado para investidores europeus e chineses.

© REUTERS / Thomas PeterGuardas de segurança nos portões do que é oficialmente conhecido como um centro de educação de habilidades vocacionais no condado de Huocheng, em Xinjiang, China (foto de arquivo)
União Europeia bloqueia acordo de investimento com China até que Pequim suspenda sanções - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2021
Guardas de segurança nos portões do que é oficialmente conhecido como um centro de educação de habilidades vocacionais no condado de Huocheng, em Xinjiang, China (foto de arquivo)

Questão Xinjiang

Em março, EUA, Canadá, Reino Unido e a UE introduziram restrições por supostas violações dos direitos humanos na região autônoma uigur de Xinjiang.

Os chanceleres da UE incluíram na lista negra quatro funcionários do Partido Comunista da China e uma organização chinesa. Por sua vez, Pequim impôs sanções contra dez europeus, incluindo membros do Parlamento Europeu, e quatro organizações.

As autoridades chinesas afirmam que os problemas relacionados a Xinjiang nada têm a ver com violação dos direitos humanos, questões étnicas ou religiosas, alegando que estariam relacionados a questões de violência, terrorismo e separatismo.

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала