EUA e UE contra China: ex-representante do Comércio dos EUA conta por que tal 'aliança' é improvável

© AFP 2022 / Thierry CharlierBandeiras dos EUA e da UE
Bandeiras dos EUA e da UE - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2021
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Segundo Charlene Barshefsky, ex-representante do Comércio dos EUA, será difícil para os EUA convencerem seus aliados europeus a se juntarem na totalidade em suas políticas contra China.

Nesta quarta-feira (19), a ex-representante explicou que a causa de tal dificuldade seria o fato de ambos os atores terem interesses diferentes em relação ao gigante asiático, informa o South China Morning Post.

De igual modo, "a Europa deve ter uma percepção da China distinta da dos EUA, e por isso, não terá muita facilidade em se juntar aos esforços norte-americanos para contenção chinesa", disse Barshefsky, citada pela mídia.

Existem diversos fatores que explicam as relações entre a Europa e a China e, desse modo, sua influência nas relações Europa-EUA. Por exemplo, a Europa é bastante dependente da China em suas exportações, tanto que em 2020, Pequim se tornou seu principal parceiro econômico, destronando os EUA.

Por outro lado, a ex-representante também sublinhou que nem sempre os Estados europeus concordam em sua totalidade com as políticas gerais da União Europeia (UE) relacionadas ao gigante asiático. Por essa razão, o continente fica desprovido de uma só voz quando o assunto é sua posição ante a China.

© REUTERS / Frederic J. BrownO secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, acompanhado pelo Conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, fala com Yang Jiechi, diretor do Gabinete da Comissão Central de Relações Exteriores, e Wang Yi, ministro das Relações Exteriores, na sessão de abertura das conversações EUA-China no Captain Cook Hotel em Anchorage, Alasca, EUA, 18 de março de 2021
EUA e UE contra China: ex-representante do Comércio dos EUA conta por que tal 'aliança' é improvável - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2021
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, acompanhado pelo Conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, fala com Yang Jiechi, diretor do Gabinete da Comissão Central de Relações Exteriores, e Wang Yi, ministro das Relações Exteriores, na sessão de abertura das conversações EUA-China no Captain Cook Hotel em Anchorage, Alasca, EUA, 18 de março de 2021

Contrariamente a Washington, "a Europa não vê um risco de segurança vindo de Pequim" e, de igual modo, o bloco "não está posicionado no Pacífico como estão os EUA", explicou Charlene Barshefsky, citada pelo South China Morning Post.

Assim, a ex-representante entende que, provavelmente, a Europa procure estabelecer um "ato de equilíbrio", o que significa, nas palavras da própria Barshefsky, que "os EUA não vão ter tudo o que querem". Isto é, a Europa não lutará ao lado de Washington contra Pequim somente pelos interesses norte-americanos, principalmente, se a própria sair prejudicada.

Contudo, mesmo procurando o equilíbrio entre as relações China-EUA, os líderes europeus se encontram diante de uma decisão difícil, na qual ou optam pelos seus interesses econômicos, ou escolham cumprir, de fato, suas obrigações na defesa dos direitos humanos, o que, em certa extensão, é um ponto controverso no seu diálogo com Pequim.

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