Biden: EUA devem defender regras marítimas de liberdade de navegação desafiadas por China e Rússia

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O mar do Sul da China - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2021
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O presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou na quarta-feira (19) que China e Rússia desafiam cada vez mais os princípios marítimos estabelecidos, incluindo a liberdade de navegação e comércio.

"Durante décadas, essas regras [de segurança marítima e liberdade de navegação] apoiaram a força econômica global que beneficiou as nações em todos os lugares, e ajudou as pessoas ao redor do mundo a desenvolver seu potencial econômico", discursou Biden em cerimônia de graduação da Academia da Guarda Costeira dos EUA.

"Mas cada vez mais estamos vendo essas regras desafiadas tanto pelo rápido avanço da tecnologia e as ações perturbadoras de nações como China e Rússia", acrescentou.

Biden observou que os princípios marítimos básicos de longa data, como a liberdade de navegação, são a base da segurança e economia globais.

Presidente norte-americano salientou que as áreas internacionais do comércio e do transporte marítimo devem permanecer pacíficas, quer que se trate do mar do Sul da China, do golfo Arábico e, cada vez mais, do Ártico, enquanto é de interesse vital da política externa dos EUA assegurar um fluxo sem entraves do comércio global.

© AFP 2022 / Noel CelisExercícios navais dos EUA e das Filipinas nas águas do Mar do Sul da China, em junho de 2014
Biden: EUA devem defender regras marítimas de liberdade de navegação desafiadas por China e Rússia - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2021
Exercícios navais dos EUA e das Filipinas nas águas do Mar do Sul da China, em junho de 2014
Biden enfatizou que os Estados Unidos têm que desempenhar um papel ativo no estabelecimento das regras de conduta baseadas em valores democráticos, e continuar apoiando a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Na semana passada, Aleksandr Moiseev, comandante da Frota do Norte da Rússia, declarou que as atividades de treinamento e de combate das forças da OTAN perto das fronteiras russas no Ártico se intensificaram nos últimos anos.

"As forças navais da OTAN começaram a prática de realizar campanhas regulares individuais e em grupo de navios de superfície de combate, o que, posso afirmar, de fato não acontecia desde a Segunda Guerra Mundial", revelou Moiseev.

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