Descoberta recente de partícula de luz com brilho sem precedentes pode reescrever leis da física

© Foto / ESA / Hubble & NASA, W. BlairSegmento da onda de explosão da supernova na constelação de Cisne, a cerca de 2.400 anos-luz da Terra
Segmento da onda de explosão da supernova na constelação de Cisne, a cerca de 2.400 anos-luz da Terra - Sputnik Brasil, 1920, 18.05.2021
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Uma instalação de pesquisa de raios cósmicos no planalto tibetano detectou a partícula mais brilhante de um tipo de luz tão forte que nenhuma lei da física pode a explicar.

A partícula de luz, ou fóton, transportava uma quantidade de energia sem precedentes: 1,4 peta-elétron-volt (PeV). Essa quantidade é 700 trilhões vezes mais forte do que a que pode ser vista pelo olho humano, segundo o estudo publicado na revista Nature.

O fóton foi emitido por uma partícula ainda mais forte, possuindo dez vezes mais energia, da constelação de Cisne, na Via Láctea, a uma distância de cerca de 1.470 anos-luz da Terra.

Partículas de raios cósmicos de 1 PeV ou mais são chamadas de partículas Oh-My-God (Oh Meu Deus, na tradução) não apenas porque levam uma quantidade enorme da energia, mas também, de acordo com a teoria dos físicos, porque não existem.

Durante os experimentos, em menos de um ano, foi descoberta uma dezena de aceleradores de raios cósmicos, chamados PeVatrons, que estavam constantemente jogando fora estas partículas, explicou Cao Zhen, pesquisador principal do estudo.

Os PeVatrons são os maiores aceleradores de partículas do Universo e o novo estudo revela que "estão em toda a parte da nossa galáxia", disse o cientista chinês.

Há mais de um século, os cientistas descobriram que nosso planeta foi constantemente atingido por partículas de alta energia que mais tarde foram apelidas de raios cósmicos. Esses raios carregaram uma porção significativa da energia que permeia o Universo, e estavam ligados a muitas questões científicas fundamentais, inclusive ao surgimento da vida.

No entanto, não se sabe de onde os raios cósmicos vêm. Os astrônomos propuseram muitas teorias para explicar sua origem, por exemplo, uma explosão de supernova, mas as evidências das observações astronômicas foram muito fracas.

Os cálculos baseados na teoria de Albert Einstein e o conhecimento atual do Universo sugerem que a energia de partícula de raios cósmicos não pode superar 1 PeV, e sendo assim, a partícula Oh-My-God não poderia existir. O experimento chinês, que descobriu mais de uma dúzia de fótons, ajudaria então a dissipar o ceticismo sobre a existência de tais partículas.

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