Vacinas da AstraZeneca e Johnson & Johnson devem ser excluídas, recomendam especialistas da Noruega

© REUTERS / Dado RuvicVials labelled "AstraZeneca, Pfizer - Biontech, Johnson&Johnson, Sputnik V coronavirus disease (COVID-19) vaccine" are seen in this illustration picture taken May 2, 2021.
Vials labelled AstraZeneca, Pfizer - Biontech, Johnson&Johnson, Sputnik V coronavirus disease (COVID-19) vaccine are seen in this illustration picture taken May 2, 2021. - Sputnik Brasil, 1920, 10.05.2021
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O Instituto de Saúde Pública da Noruega sugeriu que o país deixasse de usar as vacinas da AstraZeneca e da Johnson & Johnson por preocupações de efeitos colaterais.

O uso das vacinas contra a COVID-19 da AstraZeneca e da Johnson & Johnson (J&J) deve ser suspenso, advertiu na segunda-feira (10) o Instituto de Saúde Pública da Noruega (NIPH, na sigla em inglês).

O comunicado do NIPH sugeriu às autoridades norueguesas que deixassem de usar as vacinas, após orientação de uma comissão nomeada pelo governo.

"Nosso objetivo é proteger o maior número possível de pessoas, o mais rápido possível, para reabrir a sociedade e recuperar a vida cotidiana. Portanto, é uma decisão difícil recomendar que uma das vacinas da COVID-19 não seja usada ativamente no programa", indicou.

"Não recomendamos que as vacinas sejam usadas no programa nacional de vacinação devido aos graves efeitos colaterais que foram observados", afirmou Lars Vorland, presidente do comitê de especialistas.

Segundo o ministro da Saúde da Noruega Bent Hoeie, estas recomendações serão seguidas por Oslo para avaliar o uso ou não das referidas vacinas.

Citando dados dos EUA, que sugeriam menor probabilidade de coágulos de sangue comparada à vacina da AstraZeneca, o NIPH recomendou, no entanto, guardar a vacina da J&J em armazenamento de emergência, em caso de falta de vacinas baseadas na tecnologia de RNA mensageiro. Outra das razões citadas para essa iniciativa foi o fato de ser vacina de uma só dose.

Em abril, o Instituto de Saúde Pública norueguês recomendou, após uma longa revisão, a proibição da vacina da AstraZeneca, produzida pela Universidade de Oxford, Reino Unido, por medo de efeitos colaterais. Seu uso já tinha sido interrompido no país desde 11 de março, mas também em muitos outros países. Cinco profissionais de saúde de 32 a 54 anos foram hospitalizados na Noruega após tomar a vacina, sendo que três morreram.

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