Jerusalém é nossa capital e continuaremos a construir lá, diz Netanyahu em meio à violência no país

© REUTERS / Mídia Associada Ex-primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu participa de uma reunião de gabinete especial por ocasião do Dia de Jerusalém, em Jerusalém, 9 de maio de 2021.
Ex-primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu participa de uma reunião de gabinete especial por ocasião do Dia de Jerusalém, em Jerusalém, 9 de maio de 2021.  - Sputnik Brasil, 1920, 09.05.2021
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O primeiro-ministro de Israel refutou a opinião internacional sobre os conflitos entre israelenses e palestinos, porém, neste domingo (9), o tribunal responsável pelos despejos de famílias palestinas resolveu adiar a sessão final sobre o assunto.

Neste domingo (9), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, resistiu às críticas internacionais sobre as políticas adotadas por Israel durante semanas de violência em Jerusalém Oriental entre a polícia israelense e palestinos, condenando a agitação como obra de extremistas e rejeitando o que ele disse ser uma pressão crescente para interromper a construção judaica na cidade, segundo a Bloomberg.

"Não permitiremos que nenhum elemento extremista abale o silêncio em Jerusalém. Manteremos a lei e a ordem com vigor e responsabilidade. Continuaremos a assegurar a liberdade de culto para todas as religiões, mas não permitiremos distúrbios violentos. Jerusalém é nossa capital e continuaremos a construir lá", disse o primeiro-ministro durante uma reunião em seu gabinete citado pela mídia.

Vários países se manifestaram sobre os conflitos, como a Turquia, que chamou o gerenciamento das políticas israelenses de uma forma de "terror". A Arábia Saudita e o Paquistão também condenaram a postura do Estado judeu. A Rússia, através de um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, pediu o fim da escalada de tensões.

Na quinta-feira (6), França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido instaram Tel Aviv a interromper a construção de assentamentos israelenses em Jerusalém Oriental através de um comunicado conjunto.  

Jerusalém Oriental está presenciando diversas cenas de violência entre israelenses e palestinos desde o início do mês de jejum muçulmano do Ramadã, há mais de três semanas. Nos últimos dias, os embates foram intensificados pela ameaça de expulsão de famílias palestinas de suas casas em território reivindicado por colonos judeus.

Ontem (8), balas de borracha e granadas de choque foram disparadas pela polícia israelense contra a mesquita de Al-Aqsa.

Adiamento dos despejos

Neste domingo (9), Israel anunciou o adiamento de uma audiência, que aconteceria na segunda-feira (10), na qual seria decidido em definitivo se as 28 famílias palestinas seriam despejadas de suas casas no bairro de Sheikh Jarrah, de acordo com a Reuters.

Um porta-voz israelense disse que o tribunal concordou em receber uma futura petição do procurador-geral, Avichai Mandelblit, e que com esse fato uma nova sessão seria marcada em 30 dias. A decisão foi observada pela mídia como uma forma do Estado judeu ganhar tempo e tentar acalmar a violência nas ruas.

Os palestinos interpretam os despejos como como uma tentativa de Israel de expulsá-los da contestada Jerusalém. Desde o começo do conflito, mais de 200 palestinos e 17 policiais israelenses ficaram feridos.

Ontem (8), Tel Aviv bombardeou posto militar na Faixa de Gaza após suposto ataque palestino ao seu território.

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