'Difíceis de neutralizar': por que EUA querem seguir com negociações sobre armas nucleares?

© Sputnik / Ministério da Defesa da Federação da Rússia / Abrir o banco de imagensO momento em que os militares russos se preparam para o lançamento do novíssimo míssil Avangard
O momento em que os militares russos se preparam para o lançamento do novíssimo míssil Avangard - Sputnik Brasil, 1920, 09.05.2021
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Almirante Charles Richard, o chefe do Comando Estratégico dos EUA (STRATCOM), anunciou que Washington apoia a expansão da base negocial no domínio da regulamentação do arsenal nuclear.

Anteriormente, o Pentágono havia expressado por várias vezes receios relativamente ao sucesso da Rússia e China na modernização de suas tríades nucleares.

Os especialistas sugerem que os EUA estão descontentes com o surgimento de novos meios de ataque, incluindo armas hipersônicas, no arsenal de ambos os países.

De acordo com o alto comandante norte-americano, Washington, Moscou e Pequim deveriam reduzir a importância das armas nucleares nas forças armadas. Neste contexto, o comandante do STRATCOM falou sobre a necessidade de iniciar o diálogo com Moscou sobre armamentos "não abrangidos pelo tratado".

"Uma coisa pode ser dita sobre os EUA e a Rússia – até mesmo durante toda a Guerra Fria, por mais tensão que houvesse em certas fases – nós sempre mantivemos o diálogo e isso era muito valioso", recordou Richard durante uma videoconferência organizada pela Instituição Brookings.

Além disso, o alto comandante dos EUA afirmou que faria sentido incluir a China no processo de negociação, uma vez que o Pentágono está preocupado com os programas de modernização do arsenal nuclear que estão sendo implementados na Rússia e China.

© Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia / Abrir o banco de imagensLançamento do novíssimo míssil russo Avangard
'Difíceis de neutralizar': por que EUA querem seguir com negociações sobre armas nucleares? - Sputnik Brasil, 1920, 09.05.2021
Lançamento do novíssimo míssil russo Avangard

Em seu discurso Richard enfatizou que, pela primeira vez na história, os EUA enfrentam dois rivais com poder militar semelhante e que possuem armas nucleares.

Vale recordar que, em seu discurso anual, o presidente da Rússia Vladimir Putin afirmou que até 2024 a parcela de armas e equipamentos modernos nas forças russas será de cerca de 76%. No caso da tríade nuclear este índice vai ultrapassar 88% já neste ano.

Segundo observa Aleksei Podberyozkin, diretor do Centro de Estudos Político-Militares do Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou, os EUA acompanham atentamente o progresso dos programas de rearmamento das forças estratégicas nucleares da Rússia e da China.

Entretanto, as declarações de Richard e outras personalidades oficiais do Pentágono indicam que o comando militar dos EUA está ciente do atraso tecnológico em uma série de armamentos e está buscando maneiras de eliminar esse atraso.

"Os americanos receiam que em alguns programas estejamos à frente deles. Por exemplo, em projetos de mísseis hipersônicos a Rússia está entre 5 e 7 anos à frente dos EUA. Relativamente à eficácia dos mísseis intercontinentais, torpedos submarinos pesados e outros armamentos, também estamos à frente", disse ao canal RT.

Analistas opinam que a maior preocupação para Washington é suscitada pelas novas armas de ataque russas, entre as quais estão os mísseis balísticos intercontinentais Sarmat, sistemas Avangard e mísseis hipersônicos Tsirkon e Kinzhal, entre outros.

"Devido à dificuldade de neutralizar essas armas, os americanos cogitam sobre como tentar incluí-las em diversos acordos. Em outras palavras, como criar barreiras jurídicas para seu futuro desenvolvimento, produção em série e implantação", opina especialista.

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