Quebra de patentes das vacinas é questão de longo prazo e não produzirá mais doses em breve, diz UE

© REUTERS / Violeta Santos MouraEuropean Commission President Ursula von der Leyen attends a joint news conference with European Council President Charles Michel and Portuguese Prime Minister Antonio Costa (not pictured) during the European Social Summit in Porto, Portugal, May 8, 2021.
European Commission President Ursula von der Leyen attends a joint news conference with European Council President Charles Michel and Portuguese Prime Minister Antonio Costa (not pictured) during the European Social Summit in Porto, Portugal, May 8, 2021. - Sputnik Brasil, 1920, 08.05.2021
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Mesmo apoiando a ideia de discutir a quebra de patentes das vacinas contra o SARS-CoV-2, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse que isso "não gerará uma única dose de vacina" agora.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, se pronunciou sobre a questão das patentes das vacinas contra o novo coronavírus, dizendo que o aumento da produção de doses "a curto e médio prazo" não será possível.

"Deveríamos estar abertos a esta discussão, mas quando lideramos esta discussão, é preciso ter uma visão de 360 graus, pois precisamos de vacinas agora para o mundo. A curto e médio prazo, a suspensão da propriedade intelectual não resolverá o problema, não trará uma única dose de vacina a curto e médio prazo", afirmou na sexta-feira (7) a alta responsável da União Europeia, citada pelo jornal The Guardian.

No sábado (8) o bloco europeu acordou uma extensão do contrato com o consórcio farmacêutico Pfizer/BioNTech, que prevê um fornecimento de 1,8 bilhão de doses até 2023.

Feliz em anunciar que a Comissão Europeia acaba de aprovar um contrato para 900 milhões de doses garantidas (+900 milhões de opção) com a BioNTech/Pfizer para 2021-2023.

Outros contratos e outras tecnologias de vacinas se seguirão.

Na quarta-feira (5), a administração norte-americana de Joe Biden anunciou que apoiaria a ideia de eliminar a proteção de patentes das vacinas contra o coronavírus. Vladimir Putin, presidente da Rússia, também se pronunciou a favor da iniciativa.

A União Europeia mostrou alguma divisão. A primeira reação de Ursula von der Leyen foi de apoio à discussão do assunto, enquanto Emmanuel Macron, presidente da França, expressou suas reservas, apontando que a principal questão é a distribuição de doses.

"Para que a vacina circule, os ingredientes e as próprias vacinas não podem ser bloqueados. Hoje, 100% das vacinas produzidas nos Estados Unidos são para o mercado americano", opinou, citado no sábado (8) pela agência britânica Reuters.

Já Angela Merkel, chanceler da Alemanha, advertiu que o relaxamento das regras de patentes poderia prejudicar os esforços para adaptar as vacinas a novas mutações do coronavírus.

"Eu vejo mais riscos do que oportunidades", disse. "Não acredito que a quebra de patentes seja a solução para fornecer vacinas para mais pessoas''.

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