Ex-líderes das FARC aceitam responsabilidade por crimes de guerra e contra a humanidade na Colômbia

© REUTERS / Luisa GonzalezFormer guerrillas of the Revolutionary Armed Forces of Colombia (FARC) participate in a protest called "Pilgrimage for Life and Peace" demanding security guarantees and compliance with the peace agreements signed with the government, in Bogota, Colombia, November 1, 2020.
Former guerrillas of the Revolutionary Armed Forces of Colombia (FARC) participate in a protest called Pilgrimage for Life and Peace demanding security guarantees and compliance with the peace agreements signed with the government, in Bogota, Colombia, November 1, 2020. - Sputnik Brasil, 1920, 01.05.2021
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Vários membros das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) escreveram um comunicado reconhecendo e lamentando os crimes cometidos durante sequestros que realizaram.

O Secretariado da antiga guerrilha das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) aceitou a responsabilidade por crimes contra a humanidade e crimes de guerra como resultado dos sequestros que eles perpetraram durante vários anos de conflito armado e que lhes foram imputados em 28 de janeiro de 2021 pela Jurisdição Especial para a Paz (JEP) da Colômbia.

"O documento que apresentamos hoje [30] perante a Câmara de Reconhecimento da Verdade e Responsabilidade da JEP contém a reafirmação de nosso reconhecimento da responsabilidade pelos sequestros cometidos pelas FARC-EP durante o conflito armado. Este reconhecimento inclui a aceitação dos fatos e comportamentos descritos no auto", disseram os ex-FARC em uma declaração de sexta-feira (30).

​Este reconhecimento inclui a aceitação dos fatos e condutas descritos no auto. Como temos afirmado repetidamente, as políticas de sequestro que praticamos são injustificáveis.

A coletiva de imprensa virtual integrou o ex-guerrilheiro Julián Gallo, conhecido como Carlos Antonio Lozada e atual senador do partido de esquerda Comunes (ex-FARC), e José Lisandro Lascarro, conhecido como Pastor Alape.

Outros ex-guerrilheiros das FARC que aceitaram sua responsabilidade são: Rodrigo Londoño, líder máximo de Comunes e conhecido como Timochenko, o senador Jorge Torres Victoria, conhecido como Pablo Catatumbo, Milton de Jesús Toncel Redondo, conhecido como Joaquín Gómez, Ricardo González, conhecido como Rodrigo Granda, e Mauricio Jaramillo.

Sequestros

Os ex-guerrilheiros não esconderam seu arrependimento pelas ações que realizaram.

"É importante especificar que nunca foi nossa intenção negar a dor e os danos causados ou a gravidade dos fatos. Por isso assumimos responsabilidade pelos sequestros ocorridos e pelo sofrimento injustificável infligido", indicam os ex-FARC no comunicado, em que reconhecem "que, apesar de ter sido proibido pela organização, ocorreram maus-tratos às pessoas sequestradas. Estas circunstâncias ocorreram no contexto das difíceis condições da guerra. Tais condutas nunca deveriam ter ocorrido", disseram.

Carlos Ruiz Massieu, representante especial do secretário-geral das Nações Unidas (ONU) na Colômbia, valorizou o passo dado pelos ex-combatentes das FARC.

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