Sri Lanka expulsa navio com material nuclear que tem como destino a China, diz mídia

© AP Photo / Eranga JayawardenaCidade portuária de Colombo, Sri Lanka (foto de arquivo)
Cidade portuária de Colombo, Sri Lanka (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 21.04.2021
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As autoridades do Sri Lanka expulsaram nesta quarta-feira (21) um navio registrado em Antígua e Barbuda que entrou no território da ilha sem declarar uma carga radioativa com destino à China.

O Conselho Regulador de Energia Atômica cingalês afirmou que o navio MV BBC Naples foi convidado a sair do país insular depois que foi encontrado no porto de Hambantota, no sul da ilha e perto das principais rotas marítimas do oceano Índico, na terça-feira (20) carregando hexafluoreto de urânio.

"O navio não declarou sua carga perigosa, hexafluoreto de urânio, e decidimos ordenar que ele deixasse nossas águas imediatamente", disse o diretor-geral do Conselho Regulador de Energia Atômica do Sri Lanka, Anil Ranjith, à agência AFP.

Ranjith afirmou que é uma ofensa entrar em um porto sem declarar o material, que é usado enriquecer urânio, combustível para usinas nucleares e armas.

Proveniente de Roterdã, Países Baixos, as autoridades cingalesas não informaram qual era o destino do MV BBC Naples na China.

© AP Photo / Chamila KarunarathnePorto de Hambantota, Sri Lanka
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Porto de Hambantota, Sri Lanka

Investigação sobre o caso

O líder da oposição do Sri Lanka, Sajith Premadasa, exigiu uma investigação sobre o incidente, descrevendo-o como uma séria ameaça à segurança da ilha.

"A Marinha não teve permissão para embarcar no navio para fazer uma inspeção", garantiu Premadasa.

Não houve nenhum comentário imediato do governo.

O porto de Hambantota foi alugado para a China em 2017 por 99 anos, depois que o governo cingalês foi incapaz de reembolsar US$ 1,4 milhão (aproximadamente R$ 7,8 milhões) que havia sido emprestado por Pequim para construí-lo.

A entrada de dois submarinos chineses em Colombo, Sri Lanka, em 2014 irritou a vizinha Índia, a outra potência regional que está competindo com Pequim pela influência no oceano Índico. Desde então, o Sri Lanka não permite visitas de submarinos chineses.

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