Parceria China-EAU na fabricação da Sinopharm amplia influência chinesa no Oriente Médio, diz mídia

© REUTERS / Leonardo Fernandez ViloriaVacina chinesa Sinopharm (imagem referencial)
Vacina chinesa Sinopharm (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 29.03.2021
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A China e os Emirados Árabes Unidos (EAU) se encontram em parceria para fabricação de milhões de doses da vacina chinesa Sinopharm.

O acordo entre a Sinopharm CNBG e a Abu Dhabi G42 tem como objetivo produzir mais de 200 milhões de doses da vacina chinesa, em uma base que deverá ficar operacional ainda este ano, informa a agência Bloomberg.

Deste modo, os EAU se tornam a primeira nação, pertencente aos aliados dos EUA no golfo Pérsico, a produzirem a Sinopharm fora de seu território nacional, fortalecendo também a influência do gigante asiático na região do Oriente Médio. Na verdade, a G42, que se considera uma firma de inteligência artificial e computação em nuvem, ajudou nos ensaios da vacina chinesa no ano passado.

A vacina a ser fabricada nacionalmente se chamará Hayat-Vax – sendo "hayat" a palavra árabe para "vida" – e será como a vacina Sinopharm, aprovada nos EAU no ano passado, segundo a mídia.

Os EAU aprovaram também outras vacinas como a Pfizer, AstraZeneca e a Sputnik V da Rússia, mas o programa de inoculação local teria maiores benefícios com a Sinopharm, uma vez que esta teria maior disponibilidade, uma das principais características-chave para o país árabe se tornar o centro de fornecimento do medicamento.

"Acredito que haja neste momento uma grande procura [pelo medicamento] na região", disse o CEO do Grupo G42, Peng Xiao, em entrevista à Bloomberg TV, acrescentando que a companhia está "falando com 20 países somente em regiões que estão bastante interessadas em acessar à vacina". De igual modo, Xiao também referiu que outros diálogos estão ocorrendo em países da Ásia Central e do Sudeste Asiático, assim como no Leste Europeu, África e América Latina.

Na última fase de testes nos EAU, a vacina chinesa teria mostrado 86% de eficácia, enquanto que os resultados submetidas na China indicariam 79,34%, de acordo com o jornal The National. Para além disso, a Sinopharm pode, aparentemente, ser transportada em temperaturas de refrigeração normais, o que a torna uma forte candidata para países mais pobres ou em desenvolvimento.

O trabalho em equipe destas duas nações tem, em princípio, tudo para dar um bom resultado: por um lado, significa que os EAU são os parceiros no Oriente Médio no qual o gigante asiático deposita maior confiança, por outro, a China poderia usufruir de uma série de ligações a outros mercados através do país árabes.
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