Agências militares dos EUA não estão compartilhando evidências de OVNIs com governo Biden, diz mídia

© REUTERS / Carlos BarriaPrédio do Pentágono em Arlington, Virgínia, EUA (foto do arquivo)
Prédio do Pentágono em Arlington, Virgínia, EUA (foto do arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 27.03.2021
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Pentágono e as agências de inteligência deveriam divulgar o relatório final sobre avistamentos de OVNIs em junho, mas administração Biden deve atrasar a publicação do tão esperado documento.

Algumas agências militares e de espionagem dos EUA estão bloqueando ou simplesmente ignorando o esforço de catalogar o que têm sobre "fenômenos aéreos não identificados" (UAP, na sigla em inglês), afirma o portal Politico, citando vários funcionários do governo do democrata Joe Biden e de governos anteriores. Como resultado, a Casa Branca provavelmente atrasará a divulgação do relatório final.

Em 2017, surgiram relatos de um programa secreto do Pentágono que foi encarregado de investigar avistamentos inexplicáveis de OVNIs no espaço aéreo militar. Vários desses incidentes foram registrados. Em seguida, o Comitê de Inteligência do Senado dos EUA pediu ao diretor de Inteligência Nacional para trabalhar com o Departamento de Defesa para fornecer um relatório público até 25 de junho sobre avistamentos inexplicáveis de aeronaves avançadas e drones que foram relatados por militares ou capturados por radar, satélites e outros sistemas de vigilância.

Contribuição 'decepcionante'

Todavia, funcionários do governo encarregados de investigar os incidentes agora alegam que as agências não estão divulgando informações relevantes, em alguns casos resistindo à divulgação de qualquer informação confidencial.

"Só ter acesso às informações, por causa de todas as diferentes burocracias de segurança, já é uma provação", afirma à mídia Christopher Mellon, ex-vice-secretário da Defesa adjunto para inteligência nas administrações de Bill Clinton e George W. Bush, que fez lobby pela provisão de divulgação e continua aconselhando os legisladores sobre o assunto.

Mellon afirma, por exemplo, que uma força-tarefa do Pentágono, estabelecida em agosto de 2020 e liderada pela Marinha, teve pouco pessoal ou recursos, e um sucesso apenas modesto na obtenção de relatórios, vídeos ou outras evidências coletadas por sistemas militares. Espera-se que a força-tarefa do Pentágono seja a principal organização militar a contribuir para o relatório governamental mais amplo.

"Eu sei que à força-tarefa foi negado acesso a informações pertinentes pela Força Aérea […] Isso é decepcionante, mas não inesperado", comenta o especialista.

O Pentágono, por sua vez, afirmou que "para proteger nosso povo, manter a segurança operacional e proteger os métodos de inteligência, não discutimos publicamente os detalhes das observações dos UAP, da força-tarefa ou das investigações".

'Precisamos saber o que é'

O senador republicano Marco Rubio, responsável por solicitar o relatório, afirmou recentemente que não acredita que as agências militares e de inteligência tenham chegado a quaisquer conclusões sólidas sobre a origem dos OVNIs. Mas ele insistiu que os relatórios exigem um esforço mais abrangente de coleta de informações.

© REUTERS / Harrison McClaryMarco Rubio, senador dos EUA
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Marco Rubio, senador dos EUA
"Precisamos tentar saber o que é. Talvez haja uma explicação lógica. Talvez sejam adversários estrangeiros que deram um salto tecnológico?", disse o senador.

Rubio também levantou a perspectiva de que as agências precisarão de mais tempo para concluir o relatório, o que pode fazer parecer que o governo está tentando esconder o que sabe, mesmo que as evidências acabem se revelando desanimadoras.

"Não tenho certeza se eles vão chegar a tempo. Não tenho certeza se até 1º de junho eles chegarão a uma conclusão sólida sobre aquilo com que estão lidando e pode haver mais perguntas, ou novas perguntas, do que respostas completas [...] Posso dizer que isso está sendo levado agora mais a sério do que nunca", concluiu.

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