Entregas de petróleo e derivados russos aos EUA batem recorde, segundo agência norte-americana

Refinaria nos EUA - Sputnik Brasil, 1920, 25.03.2021
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Apesar das dificuldades causadas pela pandemia e a controversa política energética em relação à Rússia, em 2020 os EUA aumentaram de novo a importação de petróleo e derivados russos.

De acordo com dados da Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês) do Departamento de Energia dos EUA, os volumes de compras atingiram 538 mil barris por dia. Em termos anuais, as entregas da Rússia aumentaram em 3,5%. Assim, Moscou se tornou o segundo maior fornecedor de petróleo e derivados aos Estados Unidos, substituindo a Arábia Saudita.

A cota-parte da Rússia na média diária de importação de petróleo e derivados pelos EUA alcançou no ano passado quase 7%. Ainda 20 anos atrás, este indicador não superava 1%, ultrapassando-o apenas em 2001, atingindo 5,5% em 2011 e aumentando para 5,7% em 2019.

No entanto, o diretor do Grupo de Recursos Naturais e Matérias-Primas da agência Fitch, Dmitry Marinchenko considera que, apesar destes índices recorde, não se pode falar sobre uma dependência crítica norte-americana dos suprimentos russos.

"Em caso de necessidade, o petróleo russo é substituído, digamos, pelo petróleo do Oriente Médio e vice-versa, embora cada tipo de petróleo tenha suas peculiaridades e nem sempre eles possam ser totalmente substituíveis", disse o especialista à Sputnik.

De ponto de vista do diretor, o aumento de entregas russas pode ser motivado pelas duras sanções contra a Venezuela, que historicamente fornecia parte significativa do seu petróleo pesado às refinarias norte-americanas. "Os traders tentam substituir este petróleo, inclusive pelo petróleo russo da marca Urals que também é relativamente pesado", contou o especialista.

O recorde dos fornecimentos russos foi primeiramente alcançado por conta dos derivados de petróleo. Assim, a exportação de petróleo bruto da Rússia para os Estados Unidos em 2020 caiu em 45% - para 73 mil barris por dia (o nível de 2018), o que coloca o país no oitavo lugar em relação aos volumes de entregas petrolíferas aos EUA.

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