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Paes anuncia auxílio emergencial e fala sobre a polêmica dos hospitais de campanha no Rio

© Folhapress / Érica MartinO prefeito Eduardo Paes (DEM) em coletiva de imprensa.
O prefeito Eduardo Paes (DEM) em coletiva de imprensa. - Sputnik Brasil, 1920, 24.03.2021
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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou na manhã desta quarta-feira (24) o Programa Auxílio Carioca, que vai beneficiar 900 mil pessoas. Em seguida, ele falou sobre a polêmica envolvendo o desmonte dos hospitais de campanha.

O Programa Auxílio Carioca, diz o prefeito, atenderá 14% da população. Serão atendidas 50 mil famílias cadastradas no Cartão Carioca, com R$ 240 por família; 643 mil alunos beneficiados com o Cartão Alimentação, com pagamento de R$ 108,50 por criança; e 13 mil ambulantes cadastrados serão contemplados com R$ 500.

O programa contará com um aporte total de R$ 100 milhões, sendo R$ 70 milhões dos cofres do município, e outros R$ 30 milhões que estão sendo doados pela Câmara Municipal, escreve o jornal O Globo.

O objetivo do prefeito é diminuir o impacto das medidas de restrições, que começam a valer nesta sexta-feira (26) pelos próximos dez dias.

"São medidas de resposta à fome das pessoas, quando se faz restrições. É uma resposta à sociedade, a que não pode colocar um prato de comida na mesa. Essa é nossa prioridade" disse Eduardo Paes.

© Folhapress / Ramon Vellasco / Futura PressO prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, participa de coletiva ao lado de seu futuro secretário de Saúde, Daniel Soranz, em 30 de novembro de 2020
Paes anuncia auxílio emergencial e fala sobre a polêmica dos hospitais de campanha no Rio - Sputnik Brasil, 1920, 24.03.2021
O prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, participa de coletiva ao lado de seu futuro secretário de Saúde, Daniel Soranz, em 30 de novembro de 2020

Saúde em colapso

O prefeito do Rio aproveitou o anúncio para falar sobre desmonte de hospitais de campanha, e também se defender das acusações do governo federal de que hospitais de campanha teriam sido desmontados levianamente.

​Ele acrescentou que as medidas restritivas que a cidade pretende adotar a partir de sexta-feira (26) têm como objetivo frear o avanço da pandemia e tentar evitar que o sistema público de saúde entre em colapso.

"Na sexta-feira [19] , a fila da capital por espera de leitos de UTI tinha 40 pessoas. Dessas, só nove moravam na capital. A rede tem seus limites. O objetivo das restrições é dar uma segurada nas ondas".

Eduardo Paes reiterou não ver necessidade de remontar o hospital de campanha, como o do Riocentro. 

"Há uma série de questionamentos sobre a desmontagem dos hospitais de campanha aqui no Rio. Desde o início do meu governo, a gente abriu mais de 350 novos leitos. Foi isso que impediu que o Rio entrasse em colapso".

Em seguida, Paes criticou os custos dos hospitais de campanha, dizendo que eram mais caros, mais demorados, e sem profissionais e insumos necessários. Ele enfatizou que esses hospitais estão, ainda, sob investigação.

"A gente tem mais leito aberto para atender pacientes com a COVID-19 do que tinha no ano passado. Ao invés de gastar uma estrutura absurda, cara e pouco eficiente, é preciso colocar para funcionar aquilo que a gente já tem", concluiu.
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