Fragmentos alienígenas podem sempre ter estado sob a superfície da Terra, diz estudo

© Depositphotos / InnovariImagem ilustrativa da colisão entre Terra e Theia
Imagem ilustrativa da colisão entre Terra e Theia - Sputnik Brasil, 1920, 24.03.2021
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Estes fragmentos são das maiores e mais estranhas estruturas existentes no planeta Terra: blocos de rocha gigantes e misteriosos nas profundezas do manto terrestre.

Existem duas destas magníficas estruturas, uma sob o continente africano e outra debaixo do oceano Pacífico, e são chamadas de grandes províncias de baixa velocidade de cisalhamento (LLSVPs, na sigla em inglês), de acordo com o Science Alert.

Estas anomalias geológicas são tão massivas que criam seus próprios distúrbios no planeta, nomeados enfraquecimentos do campo magnético terrestre, também conhecidos como Anomalia do Atlântico Sul.

Porém, como surgiram as LLSVPs e porque se encontram nas camadas inferiores da Terra? Vários cientistas apresentaram ideias, mas ainda não foi possível arranjar provas para as mesmas. Contudo, há algo certo: estas estruturas há muito se encontram no planeta, podendo na verdade ser até parte dele, mesmo antes da enorme colisão da Terra com o hipotético planeta Theia, que teria originado a Lua.

Vários especialistas argumentam que há cerca de 4,5 bilhões de anos atrás, a Terra e o planeta Theia – que teria aproximadamente o tamanho de Marte – teriam se chocado, levando à possível fragmentação de ambos e consequente formação do satélite natural da Terra. Contudo, o que aconteceu com o resto de Theia ainda não se sabe, mas alguns cientistas sugerem que os núcleos dos dois planetas teriam se fundido em um. Assim, esta poderia ser uma possível explicação para a existência de tamanhas estruturas geológicas.

Segundo um novo modelo proposto por pesquisadores da Universidade do Estado do Arizona (EUA), os LLSVPs podem representar antigos fragmentos ricos em ferro do Theia, tendo se fundido no manto da Terra quando ambos os mundos em desenvolvimento colidiram, ficando assim enterrados por bilhões de anos.

Apesar de ainda se tratar, de certo modo, de especulação, esta parece ser a proposta mais compreensível até agora, pelo que os resultados da mesma - apresentados na quinquagésima segunda Conferência de Ciência Lunar e Planetária - ainda sob avaliação, poderão vir a ser consultados na Geophysical Research Letters.

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