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Butantan conclui envio de documentos à Anvisa para testar soro anti-COVID-19 em humanos

© Foto / Governo do estado de São PauloO diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, durante coletiva de imprensa no dia 23 de novembro de 2020
O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, durante coletiva de imprensa no dia 23 de novembro de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 24.03.2021
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O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse nesta quarta-feira (24) que o instituto concluiu o envio dos documentos para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para testar em humanos o soro anti-COVID-19.

A expectativa do instituto é de conseguir a liberação para os testes até sexta-feira (26). De acordo com Covas, que deu entrevista hoje (24) para a TV Globo, o Butantan tem três mil frascos prontos para iniciar os testes.

"Nós já tivemos duas rodadas de exigências da Anvisa, ontem [23] à noite nós completamos essa segunda rodada. Então, neste momento, não temos nenhum documento pendente. E aguardamos a aprovação da Anvisa", afirmou Dimas Covas.

Os estudos clínicos em humanos pretendem avaliar a segurança e a eficácia do possível medicamento, que tem como objetivo amenizar os sintomas da COVID-19 nas pessoas.

O soro não consegue evitar nem curar a doença: o objetivo é evitar o desenvolvimento de sintomas graves da COVID-19. Nos estudos conduzidos pelo Butantan em animais, o pulmão foi protegido da doença.

"O soro é uma vacina instantânea. É um concentrado de anticorpos, neste caso produzido em cavalos, que atua diretamente no vírus. Ele é para, logo que o indivíduo é infectado e começa apresentar sintomas, ser usado. Isso impede que a doença progrida", disse Covas.

De acordo com o diretor do Butantan, o soro já está sendo produzindo em rotina no instituto e aguarda a liberação da Anvisa para entrar em linha de produção.

Soro é produzido a partir do sangue de cavalos

O soro desenvolvido pelo Instituto Butantan é produzido a partir do plasma de cavalo. Primeiro, o coronavírus inativo é injetado nos cavalos. Como está inativo, o vírus não provoca danos aos cavalos nem se multiplica no organismo dos animais – mas estimula a produção de anticorpos.

Os técnicos, então, coletam sangue dos animais e separam o plasma (parte do sangue), para levar para a sede do Butantan. Os anticorpos produzidos pelos cavalos são separados do plasma e se transformam em um soro anti-COVID-19. 

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