Governo da Bolívia pretende processar ex-presidente interina Áñez por supostos massacres

© REUTERS / MANUEL CLAUREEx-presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, fora da sede da Força Especial de Combate ao Crime em La Paz, Bolívia, 13 de março de 2021
Ex-presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, fora da sede da Força Especial de Combate ao Crime em La Paz, Bolívia, 13 de março de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 18.03.2021
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O ministro da Justiça boliviano, Iván Lima, apresentará uma ação acusatória apenas contra a ex-presidente interina, Jeanine Áñez, por emitir um decreto que permitiu às Forças Armadas "massacrarem" após golpe de Estado contra o então presidente Evo Morales.

O governo boliviano planeja processar a ex-presidente interina, Jeanine Áñez, que publicou o decreto autorizando militares a usarem armas de fogo durante revoltas em novembro de 2019, segundo informou a agência Prensa Latina.

Lima apresentará uma ação acusatória apenas contra Añez por essa decisão.

O ministro explicou que a emissão do decreto permitiu às Forças Armadas "massacrarem" após o golpe de Estado contra o então presidente Evo Morales.

Entre os dias 15 e 19 de novembro de 2019, os militares dispararam em combate com moradores das cidades bolivianas de Senkata, Sacaba, Huayllani, Pedregal, Montero e Potosí, deixando pelo menos 40 civis mortos.

O caso será transferido para o procurador-geral do Estado, Juan Lanchipa.

Áñez e seus ex-ministros da Justiça, Álvaro Coímbra, e da Energia, Rodrigo Guzmán, foram acusados de sedição, conspiração e terrorismo, e enviados para a prisão no domingo (14).

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