COVID-19: políticos noruegueses pedem aprovação da Sputnik V ante recorde no número de casos

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Vacina Sputnik V produzida no Complexo Farmacêutico Karaganda - Sputnik Brasil, 1920, 18.03.2021
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Políticos noruegueses, tanto da esquerda como da direita, solicitaram que Noruega entrasse na fila de compra da vacina Sputnik V, para agilizar acordo imediato com Rússia assim que o imunizante for aprovado pela UE.

Levando em consideração o receio instaurado contra a vacina da AstraZeneca, após relatos de efeitos secundários e mortes – cuja relação com a vacina ainda não foi comprovada, Trine Skei Grande, membro do Parlamento do país nórdico, argumentou que os noruegueses deveriam ter a oportunidade de tomar a vacina russa assim que for aprovada pelo bloco europeu.

"Portanto, deveríamos negociar com Putin para obtê-la. A Rússia é um país vizinho nosso, e visto que eles [russos] criaram uma vacina que funciona, nós também deveríamos estar dentro [do uso]", contou a deputada à emissora nacional NRK. De igual modo, Grande apontou que a Noruega não deveria ter de negociar com a Europa este assunto, agindo por sua própria vontade e escolha.

Trine Skei Grande, ex-líder do Partido Liberal norueguês, tem grande interesse na rápida aprovação da vacina russa, uma vez que sofre de uma imunodeficiência rara e, em caso de infecção pelo novo coronavírus, poderia correr risco de vida.

A nível nacional, o pedido pela Sputnik V coincide com o pico do número de infecções registradas na Noruega, sendo que, no início desta semana, cerca de 1.156 testaram positivo em 24 horas. Deste modo, o ministro da Saúde conservador, Bent Hoie, declarou que o país estaria já sofrendo "uma terceira onda", mesmo tomando precauções e implementando quarentena parcial, reporta a mídia norueguesa.

Assim, é possível entender a importância de ter mais uma vacina contra COVID-19 entrando na Noruega.

A Sputnik V foi fabricada pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya da Rússia, tendo sido a primeira vacina contra a COVID-19 a ser registrada no mundo. Apesar das atitudes de desconfiança iniciais contra o imunizante, vindas do Ocidente, a revista de medicina The Lancet validou a sua eficácia em 91,6%.

Atualmente, a vacina russa está sendo distribuída em mais de 50 países, com outros mais entrando na fila para poder recebê-la e até mesmo produzi-la, incluindo países europeus.
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